‘Rolezinhos’, simplesmente
Tenho lido e assistido muitas notícias sobre esse recente "fenômeno cultural", chamado "rolezinho". Recentemente o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, convocou seu secretário de Igualdade Racial, Netinho de Paula, para discutir o assunto. Parece sugerir que somente negros comparecem a esses "eventos". Ainda mais recentemente, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, afirmou que as reações contrárias aos tais rolezinhos, derivam de uma postura refratária e racista, dos brancos que frequentam os shoppings de São Paulo. Há que se notar um certo esforço desses indivíduos, na tentativa de transformar em uma questão racial, aquilo que simplesmente não passa de uma megarreunião de jovens: um rolezinho. A politicagem brasileira adora apelar à simplista noção "Casa Grande e Senzala", que os fiscais do politicamente correto possuem. Pode ser a desesperada tentativa de chamar alguma atenção as suas pastas (de secretário e ministra de Igualdade Racial), cuja real necessidade me parece questionável. Os rolezinhos, pelo que mostram imagens e fotos, são compostos por jovens, brancos e negros, e causam, sim, algum incômodo. Não porque existem negros entre participantes, mas porque existem exageros por parte dos jovens - brancos e negros. Entendo que os exageros devem ser punidos, indistintamente. E espero - sem muita esperança - que este assunto não se transforme em uma nova e chata celeuma política, e se mantenha como um rolezinho, simplesmente.
João PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Novos valores
Tive o privilégio de ler um dos mais interessantes artigos dos tempos atuais - "Ama-se as coisas; usa-se o ser humano" (Espaço Aberto, 18/1) -, no qual o médico Paulo André Chenso muito bem descreve o que ocorre no mundo hoje, uma análise correta fazendo um "alerta". Usada como analogia, vemos que certas coisas até interessantes na vida atual (mudanças de hábitos e costumes), mas o principal é a fala sobre os novos valores (morais e éticos) que são invertidos na busca das "coisas" em detrimento das pessoas (prazer imediato - onde a amizade e família foram relegados ao segundo plano). Parabéns dr. Chenso, compartilho da sua visão. Recomendo a leitura.
ANDRÉ SELL (arquiteto) – Londrina

‘Velhos novos’ problemas
Quando o povo saiu em passeata em 2013, o governo logo acenou com a proposta de reformas em vários setores, menos no que mais aflige o brasileiro: a reforma das leis. E tudo continua uma baderna como antes. Agora, o problema estourou no Maranhão onde queimaram uma criança de 6 anos como se queima lixo. Como o brasileiro é enganado facilmente com migalhas. O povo do Maranhão e do Brasil merecem os governos que têm.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

‘Celular dependência’
Temos por hábito sempre buscar novos produtos no mercado para o nosso bem-estar e conforto. Ao mesmo tempo, deixamos de cumprir os avisos, orientações e informações precisas dos cuidados no uso correto dos produtos, e passamos a usar da maneira que achamos melhor, sem seguir as normas estabelecidas. E ainda não nos preocupamos com os danos ou mal que poderão causar ao nosso corpo. Um exemplo é o aparelho celular que vem revolucionando a cada ano os meios de comunicação. Hoje crianças a partir dos quatro anos de idade não querem brincar, mas já estão se conectando com o mundo através desses aparelhos com a internet. Aí é que está o grande perigo das crianças sofrerem abusos, tais como assédio, bullying, que podem causar danos irreversíveis em suas mentes. É preciso que os pais estejam atentos ao mau uso do celular e as consequências como lesão de esforço repetitivo e a mais recente a nomofobia: medo de ficar sem celular.
JOÃO DYNCZUKI (aposentado) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­pleto, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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