Rolezinho no Igapó
Parabenizo a Folha de Londrina pela cobertura do tema e sobre a preservação do direito contraditório de opiniões. Fico preocupado apenas que leitores dissimulados usem de opiniões contraditórias com argumentos levianos para criar uma falsa polêmica social onde apenas existe uma questão de ordem pública. Nossos governantes têm feito escola nesse sentido e os mais "espertos" aprenderam rápido. Para os que se propõem cuidar do problema de forma mais "humanizada" e que classificam os moradores das proximidades da barragem do Igapó como elite burguesa da cidade e que se mostram sensibilizados com os momentos de lazer dos menos favorecidos financeiramente, sugiro que o rolezinho seja itinerante: após o domingo do Lago Igapó, na sequência se realizem outros em lagos particulares de condomínios da zona sul. Num único mês de rolezinho dividiríamos a verdadeira balbúrdia com os ainda mais abastados, dentre eles autoridades que até o momento aparecem alheios ao problema. No mês seguinte faríamos nos fundos de vale dos Cinco Conjuntos, estenderíamos o roteiro a outras áreas nobres da cidade, ao quadrilátero central das ruas Belo Horizonte, Santos e Paranaguá e às cidades vizinhas! Afinal, é justo confinar os infratores das leis ambientais, de trânsito e perturbação da ordem pública a apenas uma pequena região da cidade! Mas expandir os limites da impunidade! O mais difícil é educar nossos filhos para tempos melhores sem enxergarmos a luz no fim do túnel!
ARIEL AMORIN (publicitário) – Londrina

Retrato da exclusão
A reportagem "Solidariedade no Vista Bela" (Cidades, 15/1) sobre a falta de creches no Vista Bela é o retrato da exclusão social e espacial. Milhares de famílias deixaram o barraco e conseguiram uma "moradia digna", mas dignidade também engloba acesso a equipamentos e serviços públicos. Contudo, foram "amontoadas" num espaço sem o mínimo de planejamento. O que mais me indigna é que planejamento está previsto na política nacional de habitação, que pelo jeito continua só no papel. Infelizmente, o Vista Bela foi construído por quantidade e não por qualidade. E ainda há quem diga que "quase de graça, não podem reclamar", enquanto a sociedade (e alguns gestores) pensarem assim o País não vai mudar.
ALESSANDRA MARCONDES DE OLIVEIRA (assistente social) - Londrina

‘Palavras de ouro’
Fiquei muito comovida ao ler o artigo "Seis palavras de ouro" (Espaço Aberto, 9/1), de dom Orlando Brandes. Muitos anos atrás eu já tinha ouvido de um médico, já falecido, que não tinha muito tempo para dialogar com seus filhos, mas que nos momentos em que conseguia dar atenção a eles, sempre os orientava sobre: pedir licença, dizer obrigado, pedir desculpas, encorajar alguém, dar parabéns, dizer um bom-dia, independentemente da classe social. Quero dar meus parabéns a dom Orlando por essas palavras mágicas que devem ser sempre lembradas pelos professores, médicos, atendentes, enfermeiras, funcionários públicos, políticos, religiosos, pais, irmãos, amigos, enfim nos relacionamentos entre os seres humanos, pois tenho certeza de que agindo assim poderíamos ser mais felizes e teríamos um mundo melhor.
MARIA PASCOALINA CORREA DE SOUZA (professora aposentada) - Jacarezinho

Loucuras de Requião
Quando alguém se referia ao ex-governador Roberto Requião como "Maria Louca" ou "porra louca", achava um pouco pesado os termos. Mas agora com a notícia que Requião, como senador, está atrapalhando um empréstimo de quase R$ 1 bilhão ao Estado para cumprir obras prometidas e melhorar as nossas condições de vida. É de se espantar, pois o empréstimo já está aprovado e Requião quer que a atual administração do Estado vá mal, pois só assim poderá compará-lo a sua administração que foi a pior possível.
MILTON SIMÕES (comerciante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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