Rebeldes sem causa
As fotos estampadas na capa da Folha de Londrina no dia 8/1 nos enchem de tristeza. Jovens, incitados pelas redes sociais, depredaram ônibus e outros bens públicos. Talvez, pela imaturidade inerente à pouca idade, não tenham se apercebido que os prejuízos serão pagos pela comunidade. Não faz sentido protestar por causa do aumento da passagem de ônibus, uma vez que a grande maioria dos usuários são trabalhadores que recebem o vale transporte. Esse vale é custeado pelos patrões e o trabalhador só vai ser descontado do mesmo percentual estabelecido em lei, portanto, esse diferencial não pesará em seu bolso de maneira direta. Certamente, se essa rapaziada tivesse durante o dia um emprego para o seu sustento e também para ajudar a família e à noite estivesse em uma escola estudando, com certeza, seu modo de proceder seria outro. Essas "modernidades", entendidas como redes sociais, alienam boa parte da juventude. Comandadas por pessoas desvinculadas de conceitos sociais mais elevados, orientam esses jovens acometerem atos que são próprios de personalidades ainda em formação. Dentro de um estado democrático todo cidadão tem o direito de reclamar o que lhe parecer justo, porém sem baderna e também sem estar com o rosto coberto à moda dos assaltantes de diligências.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina

Basta à corrupção
Também compartilho dos desabafos dos leitores Ludinei Picelli(Opinião,3/1) e Adoniro P. Mathias (Opinião,7/1). Se com o Gaeco as coisas são complicadas, imaginem sem ele? Todos os dias nos deparamos com novos casos de corrupção, visto que o MP identificou pedido de propina em doações de terrenos em Londrina. Quais serão os próximos episódios? Meu sentimento é de cólera quando leio algo sobre corrupção. Sem utopia, tudo poderia ser diferente no País, no Estado e na nossa Cidade. Não podemos mais aceitar tanta corrupção! O MP deve continuar investigando sim, colaborando com a sociedade e evitando que sejamos roubados (violência à pessoa). A corrupção arrebenta com uma nação, instala a desigualdade, fome, falta de saúde, falta de educação (a base de tudo), gera violência e insegurança. Esses são alguns efeitos que sofremos na pele. É essa a herança que vamos deixar para nossos filhos e netos?
RICARDO ZANONI (representante comercial) – Londrina

Reciclagem
Discute-se muito a respeito da cultura/educação do nosso povo, principalmente, quando se trata de sujeira nas vias públicas o que causa danos à natureza, alagamentos, entupimentos de bueiros. Após os festejos natalinos e comemorações do Réveillon houve certamente acúmulo de materiais recicláveis em todo canto. Acredita-se que a maior parte da população tenha cumprido o dever de separar o que não deve ir para o lixão, mas a morosidade do poder público (CMTU) em resolver a pendência com os recicladores deixou estragos, como o acúmulo de materiais acondicionados em sacos plásticos - que aliás, são pagos por cada morador - espalhados nas ruas. Na região onde moro estavam sendo juntados numa praça pública.
JORGE MORIYO KUMAGAI (bancário aposentado) – Londrina

Propaganda política
Li na Coluna Cláudio Humberto que no Maranhão se gasta muito com propaganda. Claro, a propaganda é a alma do negócio, mesmo que seja enganosa. Propaganda política é como isca em anzol: leva-se a votar em corruptos, como ocorre no Maranhão com uma certa família que detém o poder há décadas. Deveriam proibir esse tipo de propaganda enganosa.
MARCIO DICESAR BENASSI (aposentado) - Sertanópolis

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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