Índio não quer apito
Não devemos ser românticos ao ponto de pensar que os índios de hoje representam seus antepassados na sua cultura (muitas vezes para agradar turistas) e nem imaginar que a maioria dos homens brancos está em suas terras de forma inocente. A ação de ONGs estrangeiras com interesses biotecnológicos, Funai (órgão político, sectário e absolutamente inútil), políticos, exploradores nacionais e estrangeiros de minerais (cassiterita, urânio, etc.) de terras ou agropecuária (criação de gado, plantio de soja sem limites dos interesses nacionais e de produção sustentada), pedágios ilegais e provocativos são detonadores de um barril de pólvora. O governo deve ser isento em suas atitudes de dar a "quem tem direito o que é de seu direito". Sabemos que deve ser dado ao Estado o dever de proteger os mais fracos, mas nesses casos quem é o mais fraco: os índios associados a ONGs, Funai, exploradores de minerais e da terra ou quem quer produzir, gerar empregos? Não adianta manipular informações, deve sim ser tomada uma decisão.

ANTONIO BENEDITO ALMEIDA CAMARGO (engenheiro agrônomo) – Cornélio Procópio



Londrina, força política
Ao ler carta do leitor Jonas V. da Costa sobre a representatividade de nossos políticos com relação à saúde londrinense em termos de verbas públicas para os hospitais da cidade, que há tempos enfrentam dificuldade (Opinião, 8/1), andando pela cidade vi um caso típico de propaganda enganosa: vários outdoors com a fotografia de um representante da Câmara Federal enumeram verbas conseguidas por ele para ajudar os hospitais da cidade. Será que apenas o Hospital Evangélico que não se enquadra na lista dos beneficiados?

MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) – Londrina



Justiça do Paraná
Conforme notificação do Conselho Nacional de Justiça o desempenho do Judiciário paranaense está muito aquém do esperado: é o quarto pior do País em processos de corrupção e improbidade administrativa. Que vergonha! E mesmo assim estão enfraquecendo o Gaeco (grupo que realmente mostrava serviço). Se essa produtividade, de 25,71%, fosse verificada no setor "privado", no mês seguinte, estariam todos no olho da rua. Entretanto, como não há punição para esse tipo de apatia, o salário continua sendo creditado religiosamente. Então, para que se preocupar, se ninguém recebe por produtividade, non et vero?

WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina



Negócio da China
Como maior importador da soja brasileira, a China resolveu implantar no Brasil o modelo bem-sucedido de inserção aplicado na África. Inicialmente, a ideia era comprar terras e plantar soja, o que acabou não dando certo devido à intervenção do governo na compra de terras por estrangeiros. A saída foi fazer parcerias com agricultores, financiando a compra de sementes, fertilizantes e implementos agrícolas que entrará como moeda na venda antecipada da produção. Outro ponto importante é o projeto de uma planta de esmagamento de soja já em construção na Bahia para os mercados brasileiros e de outros países. Com muito dinheiro disponível, mão de obra bem treinada e barata, os chineses não vacilaram em participar indiretamente no agronegócio brasileiro que planeja uma produção total de 195,5 milhões de toneladas de grãos para o ano agrícola 2013/2014. Tomará que essa participação chinesa não pare aí e um dia possa transformar a produção de etanol, o combustível ecologicamente correto, em um verdadeiro negócio da China.

EDGARD GOBBI (aposentado) – Campinas (SP)




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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