OPINIÃO DO LEITOR
Índio não quer apito
Não devemos ser românticos ao ponto de pensar que os índios de hoje representam seus antepassados na sua cultura (muitas vezes para agradar turistas) e nem imaginar que a maioria dos homens brancos está em suas terras de forma inocente. A ação de ONGs estrangeiras com interesses biotecnológicos, Funai (órgão político, sectário e absolutamente inútil), políticos, exploradores nacionais e estrangeiros de minerais (cassiterita, urânio, etc.) de terras ou agropecuária (criação de gado, plantio de soja sem limites dos interesses nacionais e de produção sustentada), pedágios ilegais e provocativos são detonadores de um barril de pólvora. O governo deve ser isento em suas atitudes de dar a "quem tem direito o que é de seu direito". Sabemos que deve ser dado ao Estado o dever de proteger os mais fracos, mas nesses casos quem é o mais fraco: os índios associados a ONGs, Funai, exploradores de minerais e da terra ou quem quer produzir, gerar empregos? Não adianta manipular informações, deve sim ser tomada uma decisão.
Londrina, força política
Ao ler carta do leitor Jonas V. da Costa sobre a representatividade de nossos políticos com relação à saúde londrinense em termos de verbas públicas para os hospitais da cidade, que há tempos enfrentam dificuldade (Opinião, 8/1), andando pela cidade vi um caso típico de propaganda enganosa: vários outdoors com a fotografia de um representante da Câmara Federal enumeram verbas conseguidas por ele para ajudar os hospitais da cidade. Será que apenas o Hospital Evangélico que não se enquadra na lista dos beneficiados?
Justiça do Paraná
Conforme notificação do Conselho Nacional de Justiça o desempenho do Judiciário paranaense está muito aquém do esperado: é o quarto pior do País em processos de corrupção e improbidade administrativa. Que vergonha! E mesmo assim estão enfraquecendo o Gaeco (grupo que realmente mostrava serviço). Se essa produtividade, de 25,71%, fosse verificada no setor "privado", no mês seguinte, estariam todos no olho da rua. Entretanto, como não há punição para esse tipo de apatia, o salário continua sendo creditado religiosamente. Então, para que se preocupar, se ninguém recebe por produtividade, non et vero?
Negócio da China
Como maior importador da soja brasileira, a China resolveu implantar no Brasil o modelo bem-sucedido de inserção aplicado na África. Inicialmente, a ideia era comprar terras e plantar soja, o que acabou não dando certo devido à intervenção do governo na compra de terras por estrangeiros. A saída foi fazer parcerias com agricultores, financiando a compra de sementes, fertilizantes e implementos agrícolas que entrará como moeda na venda antecipada da produção. Outro ponto importante é o projeto de uma planta de esmagamento de soja já em construção na Bahia para os mercados brasileiros e de outros países. Com muito dinheiro disponível, mão de obra bem treinada e barata, os chineses não vacilaram em participar indiretamente no agronegócio brasileiro que planeja uma produção total de 195,5 milhões de toneladas de grãos para o ano agrícola 2013/2014. Tomará que essa participação chinesa não pare aí e um dia possa transformar a produção de etanol, o combustível ecologicamente correto, em um verdadeiro negócio da China.
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