Paraná discute sua identidade
A respeito da matéria Aos 160 anos, Paraná ainda discute sua identidade (Reportagem, 29/12), acredito que o Paraná não tem identidade hoje e nem terá no futuro porque o Estado é hoje como foi a Iugoslávia recentemente: é formado por elementos que não se encaixam. Temos uma capital que se comporta como uma cidade-estado: o termo foi muito bem empregado na reportagem, pois caracteriza uma forma de governo arcaica e completamente ultrapassada. A capital olha para o interior com desdém, como algo que não lhe diz respeito, e pretende ser uma "cidade europeia", seja lá o que isso quer dizer. Ao voltar os olhos para fora, dá as costas para a realidade do próprio Estado. Essa situação é agravada pela presença de governadores-prefeitos, descomprometidos com o resto do Estado, descomprometidos com o desenvolvimento do Estado como um todo. Não acredito que a situação atual possa ser revertida, nem que os coronéis (isso mesmo, coronéis) da nossa política queiram fazer qualquer coisa a esse respeito. Estão todos muito orgulhosos da capital europeia, embora provinciana até a medula. Mas para tudo há uma saída; uma saída boa para o interior do Paraná e, consequentemente, boa para o Brasil: a divisão do Estado em Paraná Oriental, com capital em Curitiba, e em Paraná Ocidental, com capital em Londrina. Procedendo assim, teríamos um desenvolvimento mais uniforme para o Estado com vantagens para todo o país. Sou, acima de tudo, londrinense.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) – Curitiba


‘O líder’
Todos os dias temos o privilégio de ler na Folha de Londrina a opinião dos leitores sobre os mais variados assuntos. No que se refere aos absurdos que engolimos e que merecem mobilização popular nos falta "o líder". Aqueles que, como eu, sentam-se na frente do computador para expressar seus dramas e revoltas não são nem de longe os líderes que precisamos. Nos falta aquele que organiza, se dedica à causa e, às vezes, paga com própria vida (lembremos de Tiradentes, Zumbi e não tantos outros). Enquanto não tivermos esse líder, tudo continuará do jeito que está: você e eu reclamando, escrevendo e o Gaeco sendo desmantelado, Renan usando avião da FAB para fazer implante de cabelos, o filho do Lula ficando milionário, etc. O próximo presidente será provavelmente alguém do Lula ou a Dilma, ou você aposta no pessoal do Maluf, do José Serra, do Aécio Neves?
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) - Londrina


Divisor de águas
Corajosa a decisão do prefeito Alexandre Kireeff ao autorizar a cobrança de taxa de manutenção de cemitérios. Essa taxa será aplicada, segundo o espírito da lei, nas melhorias das vias de acesso internas, pois algumas estão em condições precárias e colocam em risco a acessibilidade de quem transita pelo local. Do mesmo modo, segundo matéria da FOLHA, o dinheiro arrecadado será usado para dar mais segurança às necrópoles de nossa cidade, uma vez que os cemitérios municipais são alvos constantes de vândalos. Essa taxa não nos desobriga de fazermos a limpeza dos jazigos dos quais somos cessionários, pois a falta de cuidados dos túmulos em si, poderá gerar a revogação da concessão. Nada mais justo que quem tiver o direito de cessão pague por esses serviços para que esses valores não sejam rateados entre todos os munícipes.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina


Caminhando pelas ruas de Londrina
Sobre o artigo "Caminhando pelas ruas de Londrina" (Espaço Aberto, 8/1), o empresário Ary Sudan demorou para andar pelas ruas de Londrina e constatar o abandono de nossas calçadas. Faço isso desde 2001 e foram quase 30 cartas reclamando e dando sugestões a respeito. Agora, quando vejo um cadeirante andar pela rua - com direito a ser atropelado - sinto ódio das calçadas mal cuidadas e dos prefeitos que pensam pequeno sobre tão importante assunto. Não é suficiente editar leis ou fazer cartilhas e publicar no diário do município. É necessário, e obrigatório, fazer legislação informando cada proprietário, com cartas individuais, sobre seus deveres, dando prazos e esclarecendo sobre multas a serem aplicadas. Uma sugestão para colaborar na fiscalização: pedir ajuda de voluntários idosos ou aposentados para percorrerem as ruas, em duplas, e identificar as falhas e orientar os proprietários. Calçada boa é aquela em que um cadeirante ou uma mãe com carrinho de bebê pode caminhar com toda tranquilidade, e sem qualquer obstáculo no espaço de um metro a partir do muro em direção ao meio-fio. Quaisquer adaptações devem ser feitas do muro para dentro ou na linha do meio-fio. E terrenos com recuo devem, obrigatoriamente, providenciar a colocação de piso tátil.
MÁRIO MENEZES (aposentado) – Londrina

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