Propaganda acintosa
Um deputado federal de Londrina espalhou pela cidade outdoors dando publicidade à dotação de verba no valor de R$ 18 milhões que o governo federal fez para três hospitais locais. Num outro painel publicitário dá entender que foi responsável pela implantação do curso de Engenharia Mecânica da nossa Universidade Tecnológica Federal. Esse tipo de divulgação caracteriza-se como promoção pessoal e propaganda eleitoral antecipada. Deveria ser proibida. Primeiro porque é uma obrigação do parlamentar trabalhar nesse sentido, pois está sendo pago (e muito bem pago) e foi eleito para isso. Segundo, porque a verba concedida não saiu do seu bolso e, terceiro, porque ele está utilizando dinheiro do contribuinte (verbas indenizatórias) para pagar os painéis que estampam a sua foto ao lado da publicidade. Um outro deputado (estadual), também daqui, faz inserções pagas em emissoras de rádio, alardeando os seus feitos como se estivesse fazendo um favor para a população. O eleitor deveria rejeitar esse tipo de político, porque são atitudes como essas que demonstram como políticos o enxergam: um fantoche. É um desrespeito e um enorme esbanjamento do dinheiro público. Votando neles, o eleitor está concordando com a condição de manipulado e desvalorizando o seu voto.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Loas à promiscuidade
Daqui a alguns dias terá início a próxima temporada de um dos programas mais promíscuos da televisão brasileira: "BBB", no qual é possível assistir cenas de sexo explícito (debaixo do edredom), em horário nobre, bastando para tanto, assinar um canal fechado da rede. Já não basta as novelas que, sistematicamente, exploram à exaustão a homossexualidade, traição entre casais, malandragem, comportamentos inadequados, etc? Tudo sob a alegação de que aquilo que chamam de "arte" reflete o comportamento da sociedade, e isso é uma realidade. Entretanto, em se tratando de um poderoso veículo de comunicação, formador de opinião, por que não utilizar esse gigantesco recurso de mídia em conteúdos científicos e educativos, capazes de interferir e modificar esse ciclo de deterioração porque passa a sociedade contemporânea?
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) - Londrina

Vida minimalista
Acerca da matéria "’Destralhamento’ e simplicidade" (Reportagem, 5/1) sobre estilo de vida minimalista, a entrevistada diz que após ter deixado para trás uma vida consumista, finalmente agora estava conseguindo parcelar uma viagem para Disney. Deixar de comprar um souvenir do Mickey para ir vê-lo pessoalmente em Orlando, não é deixar de ser consumista. Não consumir não significa "consumir moderadamente", "consumir melhor", tampouco "consumir qualitativamente" ao invés de "quantitativamente". O antônimo de consumo no contexto da crítica ao consumo não vem a ser "parcimônia" nem "poupança", mas sim "não consumo". Não há nenhuma intenção política nessa curta observação, mas sim, espreito do ponto de vista ético.
HUMBERTO RODRIGUES DE FREITAS FILHO (estudante de Filosofia) – Londrina

Beto Monteiro
Lá pelos idos de 1978, quando ainda éramos donos da Águas Minerais Lon-Rita, nosso vizinho do lado direito da propriedade começou uma movimentação de terras com duas motoniveladoras produzindo muita poeira. Fomos averiguar com o proprietário, que nada mais era que Betinho Monteiro (Carlos Alberto Colli Monteiro) fazendo a primeira pista oval para corridas de Stock-Car (na época os carros eram Mavericks, Dodges-Dart, Dodges Charge, Opalas). Foi um grande sucesso para Londrina. Depois o mesmo Betinho idealizou a construção do Autódromo de Londrina. Morreu um idealizador e deixou grandes lembranças.
EDUARDO BECKER (agropecuarista) – Londrina

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