OPINIÃO DO LEITOR
Gaeco x Polícia Civil
Ambas instituições estão ligadas diretamente com investigações e elucidações de crimes, como contra o patrimônio público. Nesse quesito, o Gaeco tem sido o mais incisivo e competente, com resultados mais contundentes, quando comparados com os da Polícia Civil que anda ocupada com todo tipo de crime. O trabalho do Gaeco tem sido pautado em apurações de crimes de envergadura maior, que envolvem empresários, autoridades políticas e servidores públicos, como a prisão do ex-delegado-geral da Polícia Civil do Paraná Marcus Vinicius Michelotto, envolvido na investigação da propina do jogo ilegal. Esses fatos redundaram num fato novo no cenário político e empresarial: cria-se empecilhos de naturezas misteriosas contra o Gaeco, que vão do questionamento de seu poder investigativo até de sua própria imparcialidade. Com a criação do Gaeco, a sociedade começou a vislumbrar algo de novo na Justiça: o enquadramento e a punição de corruptos de qualquer natureza, que outrora estavam bem à vontade, livres e soltos. Se fosse possível, seria bom ter uma equipe do Gaeco em cada município do Paraná, com certeza, a transparência dos atos administrativos estaria mais perto do que espera a sociedade.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Quebra de decoro parlamentar
Entendo que o presidente do Senado, Renan Calheiros, feriu o decoro parlamentar em dois casos definidos no regimento interno (abuso de poder e recebimento indevido de vantagem) ao utilizar irregularmente aviões da FAB. Nos últimos seis meses, ele fez duas viagens particulares com mais dez convidados casamento da filha de um político e implante de cabelo). Para a liberação dos aviões, o presidente do Senado mentiu ao informar que as viagens eram a serviço. Após a divulgação pela imprensa dessas viagens, o "transplantado capilarmente" fará o ressarcimento ao Tesouro Nacional. Não basta o ressarcimento. Temos que exigir a cassação desse pilantra. E mais, os aviões da FAB têm de deixar de ser táxi aéreo de político.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
UEL como exemplo
Infelizmente, ocorreu mais um erro na realização do concurso da Saúde, proporcionando prejuízos para muitos candidatos. Para o bem da verdade, muitas instituições precisam aprender muito com a UEL no que tange à realização de um certame. A UEL notadamente preza pela lisura, transparência e respeito aos candidatos, requisitos estes que não fazem parte dos princípios de outras instituições.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) Londrina
Concurso da Saúde
A propósito do editorial "Concurso anulado" (Opinião, 24/12), a Administração Municipal de Londrina informa que buscou todas as informações a respeito das empresas participantes da licitação como é de praxe. Apurou que a referida empresa não tem impedimento para contratos com administrações públicas. Ela apresentou atestados técnicos informando que prestou serviços satisfatórios para outras instituições. A Administração Municipal também buscou informações junto aos tribunais de contas do Estado e da União (TCE e TCU), constatando que não há nenhuma irregularidade contra a empresa, ou algo que a desabone. A empresa atendeu ao princípio da legalidade e do ato convocatório. Diante disso, não teria cabimento excluí-la do processo.
SECRETARIA MUNICIPAL DE GESTÃO PÚBLICA Londrina
Correção
Diferentemente do publicado na reportagem "Poucas Palavras, Muitas Ações" (Cidades, 18/12), Gercilene de Souza é orientadora social do Projovem Adolescente, em Londrina. A assistente social que atende o projeto chama-se Angélica de Oliveira Netto.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





