Violência nos estádios
As brigas entre torcedores dentro e fora dos estádios é fruto da impunidade. Marginais travestidos de torcedores agridem, matam, reincidem na violência e nada acontece. Sempre depois de um acontecimento mais grave, como foi o de Joinville, surgem as "brilhantes ideias" para solucionar o problema. O deputado estadual Bernardo Ribas Carli está sugerindo uma lei que obrigue a identificação no ingresso, por meio de um documento, de todos os torcedores que frequentam os estádios. Pura burocracia. Imaginem um jogo com 60 mil pagantes? E os que não pagam ingresso? Como controlar isso? E qual o efeito prático desse controle? Já a presidente Dilma Rousseff está propondo a criação da delegacia do torcedor. Em véspera de Copa do Mundo, ela tenta justificar o que não foi feito até agora e faz "um jogo de cena" para a Fifa. Não adianta ficar sobrepondo leis e inventando subterfúgios. Querem atingir o cerne da questão? Agressão é crime; é tentativa de homicídio. Portanto, prendam, processem e penalizem criminalmente os agressores que são perfeitamente identificados nas imagens estampadas em toda a imprensa. Qualquer delegacia de polícia pode fazer isso. É preciso ter vontade e endurecer nas atitudes punitivas para reverter esse quadro que entristece e afasta a torcida sadia das nossas praças esportivas.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina



Falta de respeito
Concordo com a reflexão proposta pelo psicólogo Sylvio do Amaral Schreiner no artigo "Um mau sinal" (Espaço Aberto, 9/12), tais atitudes demonstram falta de respeito para com o trabalhador, a pessoa que fará o serviço, quanto aos que usarão o cinema nas próximas sessões. É visível a falta de educação para com todos e incluo as pessoas que jogam lixo nas ruas pelas janelas dos carros e as que andam diariamente com seus cachorrinhos e cachorrões e simplesmente e não recolhem as fezes dos animais. Isso é uma grande falta de respeito e sinal de falta de educação total.

EDNA HERMETO DOS SANTOS (professora aposentada) – Londrina



Petrobras e aumento de energia
Dias atrás foi publicada carta dizendo que a Petrobras estava quebrada. De 2010 até outubro de 2013, ela acumulou lucro líquido de R$ 93,1 bilhões. Pagou R$ 6 bilhões pela participação no leilão do campo de Libra, como bônus de assinatura referente à sua participação. Seu endividamento total corresponde a 34% do capital líquido. E olha que tem dívida a ser paga em até 30 anos. Falou também do aumento da energia elétrica, quando esta foi reduzida, graças a um acordo que antecipou a renovação dos contratos que venceriam entre 2015 e 2017. Em troca de investimentos feitos que ainda não tiveram tempo de ser compensados, o governo ofereceu uma indenização às concessionárias. Houve boicote do governo do Paraná a esse modelo, mas mesmo assim as tarifas aqui foram reduzidas. Será que o propósito é confundir quem não se informa, repassando versões infundadas ou é mesmo por falta de conhecimento? Melhor buscar informações seguras, sob pena de recebermos qualificações indesejadas.

HELEMILTON DIAS DE OLIVEIRA (advogado) – Londrina



Medicina no Norte Pioneiro
Sabemos que no Brasil há sempre condições para se dar um jeitinho em tudo. Decisões baseadas em critérios técnicos, mérito, nada disso suporta os conchavos e os interesses de quem tem poder. No caso da implantação do curso de Medicina em Cornélio Procópio, me parece óbvio que se a UFPR chama o prefeito da cidade indicada para conversar em caráter de urgência, é por que está sendo pressionada de alguma forma. A sociedade de Cornélio Procópio e região deve ficar com a "pulga atrás da orelha" e, se houver qualquer reviravolta, há que se buscar solução judicial, tendo em vista que os critérios do edital do MEC foram plenamente atendidos pelo nosso município.

ROGÉRIO DE AZEVEDO PALMA (agricultor) - Cornélio Procópio




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup