Estádios x hospitais
Com a proximidade da realização da Copa do Mundo no Brasil, algumas celebridades e a maioria dos políticos, na ânsia de conquistarem mais 15 minutos de fama, declaram que o país precisa mais de estádios do que de hospitais. É bem verdade que políticos e celebridades assim que adoecem embarcam imediatamente para grandes centros médicos, ou em São Paulo ou nos EUA, o que é praticamente impossível para o resto da população. Nós, meros pagadores de impostos, esperamos meses para qualquer exame médico e até anos para uma cirurgia no SUS. Em Londrina, ao contrário do que afirmam os deslumbrados destacados pela mídia, sobram estádios e faltam hospitais. Até mesmo aqueles afortunados que podem pagar por um plano de saúde encontram dificuldades para serem atendidos. Nesse momento, as autoridades londrinenses discutem a concessão do Estádio Vitorino Gonçalves Dias para o Londrina Esporte Clube por mais dez anos. Com uma maternidade pública colada nele, os partos ali realizados aos finais de semana recebiam como cortesia os gritos e os rojões das torcidas quando havia jogos lá. O prefeito Alexandre Kireeff, cuja eleição mostrou o poder do londrinense de enxergar além do que se vê e, assim, renovar e transformar, tem cacife para convocar a população e, nesse espaço tão mal utilizado, construir o maior hospital público do Paraná. Com certeza, ele não receberá o apoio de Ronaldo Fenômeno, nem de Xuxa ou Pelé. Contudo, os mais de dois milhões de pessoas que buscam Londrina como centro médico serão eternamente gratos.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina

Briga de torcedores
A respeito da violência nos estádios de futebol, dou uma dica para tentar amenizar essa situação. Basta que a Polícia Federal e o Ministério Público exijam das respectivas facções atestado de bons antecedentes e comprovante de residência de todos seus filiados. No caso de uma guerra, como no último domingo proporcionada pelas torcidas organizadas de Atlético e Vasco, e demais vandalismo praticados por qualquer facção organizada, os diretores dessas organizadas deveriam de imediato apresentar os vândalos à polícia para que medidas sejam tomadas, não o fazendo, eles próprios seriam intimados e processados. É inconcebível uma partida de futebol, que deveria ser para divertimento e fazer amigos, se tornar praça de guerra, afugentando muitos torcedores e seus familiares.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) – Londrina

Ambulantes de volta
Na administração passada em Londrina, a duras penas foram tirados das ruas quase todos os vendedores ambulantes e os quiosques. A maioria deles estabeleceu-se fora das ruas e alguns até prosperaram. Agora, por toda parte estão estabelecidos vendedores de todo tipo de material nem sempre de origem legal, atravancando calçadas e praças. É uma pena que tamanho benefício antes conquistado esteja agora sendo desrespeitado como se observa. Não será oportuno retomar a fiscalização e extinguir esse comércio irregular?
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

Pedágio: assalto legalizado!
Enquanto uma empresa vence um leilão de estradas - BRs 060 (DF), 153 (GO) e 262 (MG) - oferecendo a menor tarifa de pedágio, ou seja, R$ 2,85 por cada 100 quilômetros, no Paraná é cobrado R$ 8,50 por cada 80 km; R$ 14 de Londrina a Cornélio e também de Curitiba a Paranaguá (90 km). A diferença entre despesas e receitas dessas concessionárias é de apenas 500% de lucro! Mesmo com uma CPI em andamento na Assembleia Legislativa, o governo do Estado liberou mais um vergonhoso aumento de 5,72%.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

O custo de uma vida
Um livro pode ser comprado por R$ 5 em um sebo. Ele pode ser lido aos poucos, assim como se bebe uma cerveja, lata por lata, copo por copo. Um livro pode salvar uma vida. Quantas pessoas morreram por estarem fora de casa, longe do livro, bebendo copo por copo, lata por lata e estariam vivas se estivessem lendo página por página, capítulo por capítulo? Um livro pode salvar uma vida, um livro é o início, um meio e um fim, ele é certamente um amigo que nos mantêm longe de qualquer perigo.
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup