Doação de terrenos
Ventilou-se na imprensa a doação de um terreno numa área nobre e, portanto, muito valiosa para uma empresa de fora de Londrina. A justificativa seria a geração de R$ 8 milhões de impostos e mais de 250 empregos. Fiquei perplexo ao analisar os documentos que compõem o projeto de lei dessa doação. Primeiro, porque essa empresa foi constituída há menos de um ano. Segundo, porque ela não tem nenhum conhecimento no ramo que pretende explorar. Terceiro, pasmem, o capital social dela é de R$ 100! Com esse capital, a empresa não consegue comprar sequer um carrinho de cachorro quente. Esse projeto de lei é do Executivo e muito me espanta o prefeito, sendo empresário, acreditar nessa fantasia.
OSVALDO LIMA (contador) – Londrina

Gramados x octógonos
A CBF deveria incentivar construções de octógonos, ao invés de estádios de futebol. Assistimos nos octógonos socos, chutes por toda parte do corpo dos lutadores, com algumas exceções, e muito sangue. Já no campo de futebol a ignorância está nas cadeiras, arquibancadas e gerais por conta dos "animais organizados" que praticam o "vale tudo": socos, dedo no olho, chutes nas partes baixas, com o adversário no chão, paulada, pedrada e até tiros. Sabe o que acontece com eles? Nada, absolutamente nada! E, o pior: têm aval da diretoria dos clubes. A "danada" da impunidade gera tudo isso, e um pouco mais!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

Xingu, terror anunciado
Gostaria de parabenizar a jornalista Célia Musilli pelo texto "Xingu, a banda boa do planeta" (Folha2, 8/12). Ela foi sucinta e direta ao problema e com sábias palavras, inclusive adotando uma posição que é a mesma dos pesquisadores da área ambiental e social. E torço para que muitos cidadãos possam ler suas excelentes palavras e que descrevem aquele terror anunciado no Xingu. Uma pena foi não termos conseguido uma propaganda tão boa quanto a deles, pois a Usina de Mauá e outras previstas no Rio Tibagi causam as mesmas tragédias (em escala menor), mas que o paranaense pouco sabe ou não quer ver. Parabéns, a sua contribuição é imensa.
MÁRIO ORSI (professor) – Londrina

Guaíra e Belo Monte
No texto "Xingu, a banda boa do planeta" (Folha2, 8/12), a jornalista Célia Musilli reforçou a tese de que Guaíra, município onde moro há 15 anos, é fadado à esculhambação alheia. Não bastassem o sepultamento das quedas por ocasião da formação do lago de Itaipu em 1982 e as cruéis consequências negativas que deste fato decorreram, hoje raramente se vê ou se lê algo construtivo sobre Guaíra. Induzem criar uma imagem de que aqui só há o banditismo, como quem faz pensar que em favelas só moram marginais. Absurdo! Vimos progresso aqui sim, apesar de toda falta de representação política dessa região. Queria lembrar que aqui, a despeito de todos os problemas comuns a outros lugares, há uma cidade bonita, de natureza exuberante, de gente trabalhadora, da cidade e do campo que produz com orgulho o alimento (para mim, essa é a banda boa do planeta), mas sofre com invasões e a insegurança jurídica, ações de reintegração de posse não cumpridas, enfim, com o parasitismo ideológico marxista desse governo que quer fazer os cidadãos pensarem que o problema da questão indígena é a falta de terras, o que não procede. Aqui, como no resto do país, a situação de miserabilidade dos irmãos indígenas é em grande parte culpa da Funai que não cumpre o seu papel (o único setor da Funai que funciona, e como funciona bem, é o de criação e demarcação de aldeias, com laudos antropológicos, via de regra, fajutos) e não do lago, até porque até 2002 não havia aqui mais que meia dúzia de famílias ditas indígenas; basta ver no Censo.
VANDER FRAGA ABELHA (produtor rural) – Guaíra

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