Identificação de cartões lotéricos
Recentemente um apostador de Ponta Grossa ganhou um prêmio no valor de R$ 23 milhões na Mega-Sena. Como não apareceu dentro do prazo legal, perdeu o direito de receber a bolada. Então, por que não colocar na aposta o número do CPF, RG, carteira profissional ou passaporte do apostador? São documentos cujos números são únicos e pessoais que poderiam dar mais segurança e garantir o pagamento do prêmio ao verdadeiro ganhador. Para manter o anonimato, as casas lotéricas ficariam impedidas de reter o registro do documento em seus controles. Essa ideia não é nenhuma novidade. O projeto de lei 294/07, que versa sobre a proposta, está engavetado na Câmara Federal porque esbarrou em outro, o de nº 232/03 que garante o anonimato do ganhador. A quem interessa essa ocultação de identidade? Aos "lavadores" de dinheiro? Sabemos que a compra de bilhetes lotéricos premiados é uma prática comum, justamente para encobrir falcatruas. Quem não se lembra do escândalo dos "Anões do Orçamento" do Congresso Nacional, cujo chefe da quadrilha "ganhou" 56 vezes na loteria somente em 1993? Se quiserem resolver o problema está muito fácil. Porém, é preciso saber se existe interesse dos nossos deputados em fechar mais esse ralo da corrupção. O engavetamento do projeto de lei é um sintoma de que eles não querem.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

O matagal do rio da minha rua
Um dos afluentes do nosso querido Lago Igapó, o Córrego Baroré, já foi tema de campanha publicitária na gestão Nedson ("o rio da minha rua"). Hoje dá dó da situação do córrego: a roçagem e a capina só vão até a primeira ponte após o Igapó 4. Dali em diante, está abandonado. Os moradores próximos ao fundo de vale dos jardins Tókio e San Remo protocolaram diversos pedidos na CMTU, nos últimos 15 anos, e a resposta foi sempre essa: "Essa parte não está no cronograma". Essa área tinha que estar, pois as nascentes estão ali. Após a imprensa denunciar aquela empresa que despejou óleo no córrego, logo recuperaram. O Baroré não acaba nas proximidades do Igapó 4, portanto, tem que ser bem cuidado, pois nas nascentes a é água limpa e cristalina.
FLORISVALDO CAMPANHA (executivo de vendas) – Londrina

‘Custo" do populismo
O custo do populismo do ex-presidente Lula está quebrando o povo brasileiro. Vamos por etapas: Lula "batalhou" muito para que a Copa de 2014 fosse no Brasil (estádio do "Curintia"). E já começam aparecer (e há de vir mais) as consequências: gastos extraordinários na construção de estádios e preparação para receber o "mundo" no evento (fora o que não podemos supor ainda em "desvios" - esperem, depois a bomba explode). Sem falar na Petrobras que já está quebrada. O povo nem deu o primeiro grito de "gol" e a conta do "banquete da Fifa" já está sendo apresentada aos brasileiros: reajuste de combustíveis, de pedágio (ninguém fiscaliza), da luz, da água, juros bancários, aumento no custo da cesta básica e vem mais. Esperem para ver depois que acabar a febre da Copa: quem vai ficar ardendo de febre somos nós. Daí, vai ser a hora de sentar e refletir bem antes de ir às urnas.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

Revolta de um médico
Li por três vezes o desabafo do médico e professor Paulo ª Chenso no artigo "Há médicos e há governos" (Espaço Aberto, 4/12). Foi muito bom saber a opinião de um médico já que eles são tão fechados no que se diz respeito ao que sentem. Discordo quando ele diz que médico é uma profissão como qualquer outra. Não é, médico pode salvar vidas, pode diminuir dores físicas e mentais só não consegue evitar a morte, mas pode adiá-la. Medico é a mão de Deus, antes de escolher esta profissão. Você que é jovem, leia o que disse o médico e professor mencionado aqui. No que se refere aos políticos e as condições de trabalho é tudo verdade, ele está absolutamente correto. Se ainda assim você escolher essa profissão, assuma essa atitude com dignidade ou modifique o mundo já que sai Fernando Henrique, entra Lula, sai Lula entra Dilma, sai ditadura entra democracia e tudo continua do mesmo jeito.
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) – Londrina

Exemplo de Mandela
Nelson Mandela foi o maior estadista dos últimos tempos. Quem dera o nosso País tivesse um homem com essa capacidade e honestidade plena.
PEDRO SARTORI (aposentado) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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