Dengue
Quando se fala em dengue, imediatamente imaginamos as favelas e as aglomerações populacionais mais pobres. Pensamos nos esgotos a céu aberto e na falta de saneamento básico. Porém, em algumas das áreas mais nobres de Londrina, o desprezo pelo bem-estar dos outros, a avareza e a irresponsabilidade de proprietários de imóveis luxuosos e abandonados colocam em risco a saúde de todos. Quer um bom exemplo? No coração da chamada "região dos jardins", lá o seu nariz imediatamente apontará para a mansão luxuosa, que à noite é mocó para o consumo de crack e também serve de banheiro para mendigos, assaltantes e andarilhos. Só não olhe para a piscina imunda que fica nos fundos do imóvel, pois acho que só de olhar já dá para ficar doente.

RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) – Londrina



Para refletir
Nos meus quase 60 anos constatei que, como tudo nesta vida, existem "médicos" e médicos. Alguns cobram R$ 300 uma consulta, outros atendem nos postos de saúde, alguns não atendem convênios, outros nos fornecem o número de seus celulares para que possamos ter um socorro na hora da angústia. Alguns se escondem atrás de secretárias e outros conversam animadamente com seus pacientes. Alguns se especializaram em "finanças" e outros em "diminuir o nosso sofrimento". Reflita se você é um "médico" ou um médico. Minha mãe em sua sábia ignorância costumava dizer: "Cuidado com o que você faz porque existe alguém vendo tudo e esse alguém está fazendo lançamentos de débitos e créditos na sua conta". O seu saldo está positivo ou negativo?

GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) – Londrina



Estranho
Parece natural quando vemos "desculpas verdadeiras" que nossos governantes vêm dando dia a dia. Antes de alguém pensar que sou mais uma que só fala mal dos políticos e não faz nada, gostaria de frisar que ao menos participo da sociedade. Ainda não entendo muito de política, gostaria mesmo é entender as estratégias que são usadas para tanta manipulação. Que vergonha! Os municípios estão passando por dificuldades por falta de verbas estaduais e federais, será isso uma estratégia para garantir dinheiro jogado fora ano que vem? Não pode ser, se for essa estratégia está velha demais. Época de eleição, promessas e promessas e nós ainda continuamos de braços cruzados esperando que as coisas aconteçam. Estranho, não é mesmo?

MARINALVA NUNES BATISTA (jornalista) - Ubiratã



Sem oposição
Na época da eleição os candidatos a prefeitos criticaram o excesso de cargos comissionados e licitações de seus antecessores. Hoje vemos o prefeito de Londrina querendo criar mais 20 cargos e, com a demora das licitações, fazendo contratações em caráter emergencial. O que mais entristece é a Câmara de Vereadores que assiste e aprova tudo passivamente, como verdadeiros fantoches. Vereador não foi eleito só para receber gordos salários, mas para trabalhar em prol da comunidade e não para si próprio.

JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) – Londrina



MST de prontidão
O MST segue impune invadindo fazendas e, segundo noticiado, em represália à prisão de José Dirceu. Quer dizer que o bando de arruaceiros é patrocinado pelo ex–ministro da Casa Civil? Esse movimento segue tomando propriedades produtivas na mão grande com o intuito de apenas destruir e causar tumulto para chamar a atenção. Essa gente odeia trabalhar e nunca é punida, pois a legislação não alcança aqueles que destroem propriedades alheias. Como não há lei para punir a facção em Brasília, da mesma forma fica difícil punição ao MST que é sustentado pelas verbas do governo federal em troca de arruaça quando for o caso. A prisão dos mensaleiros é um exemplo de como esse bando age ao arrepio da lei.

IZABEL AVALLONE (professora) – São Paulo




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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