OPINIÃO DO LEITOR
Ofensa à etnia negra
Por iniciativa da presidente do Brasil está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que outorga 20% das vagas para negros em concursos públicos federais. No princípio foram as cotas em universidades. Agora, o objetivo passou a ser o favorecimento de negros em concursos públicos. Trata-se, infelizmente, de mais uma medida que formaliza a existência do racismo. Em sã consciência, qualquer pessoa negra se sentiria, no mínimo, humilhada e envergonhada ao ser beneficiada na conquista de uma vaga na universidade ou de um cargo num concurso público. Quando se privilegia alguém, um outro candidato certamente está sendo preterido. Por que favorecer somente os afrodescendentes? Se um dos objetivos é mesmo o de ignorar a nossa Constituição Federal, então como ficam os indígenas, os amarelos, os idosos, os pobres, os brancos e as pessoas com deficiência física? Todas as oportunidades na universidade e no serviço público devem ser oferecidas em igualdade de condições, prevalecendo sempre a competência, em detrimento do interesse eleitoreiro. Ninguém deve ser beneficiado, prejudicado ou discriminado!
ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) Londrina
Escravidão atual
Numa propaganda, no rádio e na TV, pede-se para ligar para determinado número quando houver violação dos direitos humanos especificamente sobre a escravidão. A escravidão não foi gestada no Brasil. Ela é e foi utilizada aqui. No passado, nas fazendas de cana e de café. Atualmente, o Estado brasileiro é que vem praticando de modo explícito a utilização do trabalho de escravos.
É o caso dos médicos cubanos que não podem vir trabalhar no Brasil acompanhados de seus familiares. Também não podem receber os salários pagos pelo governo brasileiro. Esses salários são recebidos por uma entidade latino-americana, que os repassa ao governo de Cuba. Sabemos que Cuba é uma ditadura há mais de 50 anos. Esses recursos, advindos desse conluio escravocrata, é que alimentam a perpetuação desse regime naquele país. Essa é verdadeiramente a escravidão atual que muitos não enxergam. Só quando o brasileiro atingir um nível de civilização, no qual cada cidadão adquirirá um grau de racionalização capaz de conceituar, é que veremos, com clareza, o que significa a contratação desses médicos. E quando os historiadores forem escrever sobre esta época do Brasil, o atual governo provavelmente será tachado de escravocrata.
OTACÍLIO CAMPIOLO (aposentado) Rolândia
Mensalão
Com emissoras de TV e rádio, dando notícias a toda hora sobre a prisão dos condenados pelo STF, alguém acredita que haverá realmente o cumprimento da pena? Se olharmos o passado não muito distante, veremos que condenações e decretação de prisão nem sempre resultam em punição. O mais comum é protelar indefinidamente tanto o julgamento quanto a condenação e a prisão. A pseudo condenação desses senhores é uma pequena gota d'água no oceano de corruptos que sequer são citados pelos nossos tribunais. Temos um Judiciário imenso e caro, porém nos falta justiça. Temos tribunais para tudo (Supremo, Superior, Eleitoral, de Contas, do Trabalho, Militar, etc.), isso somente no âmbito federal. Nos Estados e municípios e Distrito Federal a farra é multiplicada tornando o Judiciário um magnífico cabide de emprego e corrupção.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) Londrina
Devolvam meu IPVA!
Vai chegando o fim do ano e lá vem a mesma história do aumento do preço dos pedágios no Paraná. O preço já é abusivo e a arrecadação das concessionárias do pedágio só aumenta, haja visto que o número de veículos que passa pelas cancelas duplicou de 2002 para cá. Só aí já houve um aumento de 100% nos cofrinhos dessas empresas e somando-se o aumento concedido pelo governo teremos a visão inteira do que que está sendo esse grande negócio. Agora estão falando em colocar pedágio no trecho Francisco Alves-Maringá (Guaíra não conta porque o trecho até Francisco Alves é federal) somando mais quatro praças de arrecadação e achando que R$ 4,50 seria um bom preço (para quem arrecada). Ora, pois, então se eu sair de Guaíra para Curitiba, via Norte do Paraná, vou ter que enfrentar 12 pedágios em 700 km. Absurdo! Onde estão o Ministério Público, Procon, deputados para nos defender nessa hora? Socorro!
JOÃO ALBERTO TWARDOWSKI (médico) - Guaíra





