Falta de competência
Sobre a reportagem "Indicadores mostram Maringá na frente de Londrina" (Economia, 26/11), competência é o que faltou aos nossos políticos nos últimos 30 anos. Desde José Richa e Wilson Moreira estamos sem políticos competentes para administrar nossa cidade, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Alguns eleitos nesse período só se preocuparam com o bem-estar pessoal e de sua família, dilapidando o patrimônio público, enriquecendo ilicitamente sem que ninguém tomasse providência. Foram escândalos atrás de escândalos. Londrina com mais de 500 mil habitantes e uma região metropolitana com com aproximadamente 2 milhões de habitantes, é superada por Maringá em arrecadação, geração de empregos e benfeitorias como um todo. Só não supera a "Cidade Canção" no quesito incompetência, desonestidade, roubos e falcatruas. Até quando nossa população suportara isso? Gastaram milhões na construção do Jardim Botânico, até agora não concluído, em detrimento da recuperação de alguns postais como Parque Arthur Thomas, Lago Igapó, Usina Três Bocas, etc., que estão abandonados há décadas. Será que não está na hora de uma reviravolta nessa situação? Com a palavra e atitudes decentes e honestas nobres prefeito, vereadores, deputados estaduais e federais, senador e ministros que fazem parte da nossa querida "Pequena Londres", abandonada há tanto tempo.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) – Londrina

Novos municípios
Quando a administração federal, já com a credibilidade esgarçada pelos maus políticos, age em favor do favorecimento público, é preciso que se a exalte. Desde 2002 políticos oportunistas tentam aprovar (e até conseguiram) lei que permita criar, incorporar, fundir e desmembrar municípios. Isto ocorre na contramão das necessidades de os municípios se reunirem em regiões metropolitanas, a fim de obterem mais condições de administração. Num gesto surpreendente, o Executivo vetou semana passada o absurdo que o Congresso Nacional queria empurrar goela abaixo dos contribuintes com a possibilidade de serem criadas até 400 novas cidades, numa estrutura que conhecemos: prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores, assessores. O projeto volta agora ao Legislativo, onde ainda pode ser o veto derrubado. Esperamos que isso não aconteça para o bem de todos nós.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (escritor) – Londrina

Criminosos ricos e pobres
Quando uma quadrilha é presa, julgada e condenada, às vezes, seus bens são leiloados. Por que com o mensalão é diferente? Seriam pessoas pobres que não têm nada ou seriam pessoas que têm poderes demais? São dois pesos e duas medidas para os colarinhos brancos e os ladrões comuns. Em um país sério, os condenados perderiam até as cuecas. Enquanto isso no Nordeste as crianças estão mergulhando nos esgotos para pegar latinhas e não morrer de fome.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

A Cesar o que é de Cesar!
Temos que respeitar o passado dos mensaleiros José Dirceu e José Genoino. Tanto quanto o de Dilma, Lula e outros que lutaram pela democracia brasileira. Democracia esta, que permite, sem restrições, toda a roubalheira, engodo e palhaçada que políticos nos submetem e são punidos sim, a cada quatro anos, com suas reeleições. Permitam sim que os mensaleiros "curtam" prisões domiciliares. Por que não, no Congresso Nacional que é a verdadeira casa de corruptos? Façam mais, coloque-nos em um enorme e ultramoderno avião, um renomado chef para lhes preparar as melhores iguarias, muitas mulheres para arregalarem-se como de costume e muito combustível para voarem muito tempo e muito alto. Na exata altura que sempre sonharam atingir... uma hora o combustível acaba!
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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