OPINIÃO DO LEITOR
Colarinhos brancos na prisão
O Brasil está diferente graças ao presidente do STF, o excelentíssimo Joaquim Barbosa. O nosso 15 de novembro foi realmente republicano. A justiça foi feita. Inventar crime político na hora da cadeia é de uma falta de criatividade ímpar. Esses mensaleiros tinham a certeza da impunidade. Pelo bem do Brasil, estamos vendo colarinhos brancos na prisão. Nas palavras de um ministro do STF: "Tem muita gente cumprindo pena por pequena quantidade de maconha. Temos que acabar com a ideia de que só pobre vai para a cadeia". O senhor Genoino quer ficar em prisão domiciliar para cuidar de sua saúde, mas um bom castigo a ele seria ser tratado pelo SUS, como a maioria dos brasileiros que não roubaram e pagam seus impostos em dia. Parabéns ao Brasil. Que esse acontecimento seja um marco no combate à impunidade.
Mensalão
Enfim, aconteceu o ato de recolher os mensaleiros em seu devido lugar. Decisão encaminhada pelo ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação 470 e presidente do STF, diretamente à Polícia Federal. Alguns questionamentos ficam no ar: Por que foram levados para Brasília? Por que estão todos juntos? Por que o segundo escalão, como a dona do Banco Rural, Katia Rabelo, teve pena superior ao comandante do mensalão? Interessante, pois ela só obedecia ordens superiores, até parece aquela velha tirada: "O mordomo é o culpado!". Vejam o caso do Zé Dirceu, o comandante, que teve a pena menor. Não há discussão sobre a decisão da Suprema Corte, excluindo alguns posicionamentos tendenciosos de alguns ministros, mas o mínimo que poderia ser feito era condenar esses cidadãos ao ostracismo, à solidão de presídio, para reflexão de seus atos. E ainda dizem ser presos políticos? É uma afronta à legislação, à moral e bons costumes.
História da carochinha
A matéria "Nome de Pizzolato está na lita da Interpol"(Política, 19/11) está muito mais para gozação. O governo do PT não está nem um pouquinho interessado na extradição dele para o Brasil, pois se pisar aqui vai direto para a cadeia. Deveriam era identificar os responsáveis por sua fuga e a Itália, para dar uma demonstração de cumprimento aos princípios democráticos, o contrário do que fez o Brasil com o matador Cesare Battisti, poderia logo expatriar o pilantra, "julgado com nítido caráter de exceção". Se fosse uma participante do mensalão oposicionista logo mandariam a Polícia Federal buscá-lo de jatinho pago pelo povo.
Sugestão ao novo presidente do LEC
Nos últimos dez anos o Londrina viveu uma situação de intranquilidade por pura falta de condições financeiras daqueles que comandavam o clube e falta também de profissionalismo e seriedade por parte de alguns. Sem nenhuma perspectiva e praticamente sem disputar nada, foi feito um contrato por dez anos com a SM Sports, que vem administrando o futebol. Bem ou mal o time vem participando das competições, mas até agora nada ganhou e ainda desmontou-se a equipe na Série D. Os estaduais estão cada dia mais desmoralizados, daí a importância das competições nacionais. Que tal a nova diretoria se preparar para o futuro, já que com a venda da sede campestre o clube deve muito pouco? O ideal seria se fosse feita uma comissão de peso (diretoria, políticos e entidades de classe) e ir até o governador pleitear um terreno para construção de uma nova sede social e angariar sócios por uma empresa especializada em marketing. Então, quando vencer o contrato do gestor, certamente o Londrina vai estar estruturado para que uma diretoria possa tocar o futebol, de forma que nosso Tubarão possa caminhar com as próprias pernas.
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