Todo poder emana do povo?
Passados 124 anos da "Proclamação da Republica", a real participação popular no poder é diuturnamente reduzida. Se perguntarmos aos brasileiros se sentem-se representados politicamente teremos uma grandiosa massa de insatisfeitos com o sistema político. O elo entre o eleitor e o eleito rompeu-se há muito, pela defesa do interesse das bancadas dos partidos em detrimento dos eleitores. Observamos um contínuo processo de isolamento dos parlamentares em um mundo paralelo, alheio aos interesses dos seus representados. Na sua maioria, buscam migalhas do Executivo como forma de manutenção de seu status político, quando não estão sangrando o Estado através da infindável criação de ministérios, secretarias, subsecretarias, subsecretarias, etc., que permitem acomodar interesses e interessados. Não me admira a criação do mensalão! É mais fácil resolver isso dando uma mesada mensal para garantir a governabilidade de um estado subordinado à ditadura dos partidos que "partem" os resultados de uma tributação incompatível com as prestações sociais. Devemos repensar o Estado e sua configuração com uma reforma política séria e capitaneada pelo seu destinatário direto: o povo. Ou reformulamos o atual Estado demagógico de Direito ou voltamos à monarquia para recomeçar a luta pela República.
ANDRÉ TRINDADE (advogado) – Londrina


Andar pela cidade
A banca Correio do saudoso "seu Pedro" juntamente com as outras bancas de jornais e revistas do Calçadão foram retiradas pelo ex-prefeito Barbosa Neto numa das maiores mancadas das administrações de nossa cidade em toda a sua história. Esse cidadão teve a chance de entrar para a história da cidade e conseguiu, pena que na dos piores administradores. Será sempre lembrado por ter sido o prefeito que jamais se abriu ao diálogo e jamais aceitou ideias contrárias às dele. Nosso atual prefeito precisa andar um pouco pelo centro da cidade. Visitantes de outras cidades pedem para explicar por que a frente do Correio central está daquele jeito, e dá vergonha de ver aquilo. Parece casa abandonada cujo dono viajou e não voltou mais.
GILMAR RODRIGUES CORDEIRO (contador) – Londrina


Asfalto na Rua Milão
Até parece mentira, mas o recapeamento da Rua Milão começou no último dia 11. Foram mais de 20 anos com três ou quatro tapa-buracos por ano. Fazer coisas boas é obrigação da prefeitura, mas mesmo assim parabéns à administração atual. E esse princípio de desclassificar empresas para gerir o Restaurante Popular também merece elogios, pois sugere que não estão aceitando contratos viciados.
MÁRIO MENEZES (aposentado) – Londrina


Marginal da PR-445
Quero registrar minha insatisfação quanto as condições do asfalto da marginal da PR-445 no trecho de Cambé, para onde o tráfego foi desviado após o fechamento da pista principal. Antes, o asfalto estava em boas condições, porém nenhuma obra me parece estar ocorrendo na pista. Passo pela marginal todos os dias para ir e voltar ao trabalho e está horrível: há vários buracos e a pista está repleta de remendos. O risco de acidentes envolvendo motocicletas é grande, pois os carros têm que desviar dos buracos e podem bater em motos que passam ao lado. O mais estranho é que em alguns pequenos trechos foram feitos recapes, por que não em toda a extensão da marginal?
EMERSON GONÇALVES DE LIMA (servidor público) – Cambé


Ecoponto do Bandeirantes
A ideia de criar ecopontos é ótima, mas como não há fiscalização o local frequentemente é incendiado. Além disso, dezenas de garrafas e pneus com água misturam-se aos entulhos, causando risco de doenças como a dengue. Os moradores do Jardim Bandeirantes estão horrorizados com o ecoponto do bairro. O que era para ser uma solução está virando um problema. A CMTU não aparece no local para retirar os entulhos e nem para fiscalizar. Queremos providências, CMTU!
GABRIELA CRISTINE (estudante) — Londrina

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