OPINIÃO DO LEITOR
E já começou
Aproxima-se o período eleitoral e já nos deparamos com as mais diversas formas de engôdos dos candidatos visando o tão cobiçado voto. Nessa época, eles conseguem todos os dados dos eleitores, tais como número do celular, comercial, da residência, e-mail e endereço completo. Passada a eleição, hibernam-se em seus luxuosos gabinetes e se vingam, pois não há maior vingança do que o esquecimento.
Donos de Londrina?
E lá vem eles de novo: os "novos donos" de Londrina. Já não bastasse a guerra contra a Copel e contra a instalação de um hipermercado na zona sul, agora querem entrar com uma ação na Justiça contra a doação de terrenos da prefeitura para a Sercomtel. Uma pergunta aos moradores dessa pobre região (pobre sim, pois só enxergam o próprio umbigo): os terrenos a serem doados são seus? Que eu saiba são dá prefeitura e só ela deve decidir (dentro dos trâmites legais)o que fazer com eles. Acho que deveriam criar um novo município, aí poderiam interferir no desenvolvimento da sua própria cidade
Sempre vigilante
O leitor Júlio R. de Mello faz jus a sua função e está "sempre vigilante". Sempre concordei com as suas opiniões, inclusive, com o título da sua carta "Bons políticos, onde"? (Opinião, 11/11). Efetivamente, poderíamos estar melhor representados na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, mas temos tido pouca consciência política e responsabilidade na definição dos nossos candidatos, com isso pulverizamos os nossos votos o que tem como consequência um número reduzido de deputados estaduais e federais representando a nossa cidade e região metropolitana. Só gostaria de fazer uma ressalva sobre a representatividade da região na Assembleia, visto que o "novato deputado" Tercílio Turini tem nos representado dignamente.
Mortes em confrontos
Sobre a matéria "Paraná é o quarto em mortes em confronto com policiais" (Geral, 6/11), a ciência exata mostra que "a toda ação temos uma reação em sentido contrário e de mesma intensidade". Essa máxima não tem a mesma correspondência nas ciências sociais, que passa a ser: "a toda ação temos uma reação em sentido contrário, cuja intensidade é desconhecida". A vida em sociedade cria forças antagônicas que sustentam as relações humanas, mantendo a paz e as condições necessárias ao desenvolvimento do indivíduo. As polícias compõem uma das forças que atuam no tônus entre as exigências sociais, que o cidadão de bem exige. Em contrapartida, esse cidadão é o primeiro obstáculo à atuação do marginal. Essa atuação do cidadão está em desvantagem em virtude do desarmamento, que permitiu ao marginal agir com maior desenvoltura. Conforme a máxima de Benjamin Franklin, "quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades". A própria matéria aponta que a morte em confrontos no Brasil é 4,6 vezes maior que nos EUA, que é um país belicista autêntico. Assim, a defesa da sociedade ficando unicamente a cargo das polícias, a prevenção estará prejudicada, pois ao ser acionada o crime já estará em franco andamento ou consumado. Resta à polícia a repressão que não tem outra forma a não ser atuando com as mesmas armas que os marginais.
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