UBS vip
É indiscutível que a administração pública de Londrina melhorou muito após as últimas eleições. Sei que herdou muitas sequelas das administrações passadas, mas por melhor que sejam os atuais responsáveis pela direção de nossa cidade, parecem que padecem de recaídas do contágio dos seus antecessores. Haja vista a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que é destinadaao atendimento de pessoas carentes, no centro da região de maior poder aquisitivo em Londrina, a Gleba Palhano, onde vislumbro que pelo menos num raio de 5 quilômetros não há nenhuma concentração de pessoas carentes que realmente necessitam desse serviço. Será que não teríamos dezenas de outras áreas que se beneficiariam com uma UBS mais próxima? Quantos moradores da Gleba, Bela Suíça, condomínios horizontais de luxo da zona sul e do Guanabara, que é hoje praticamente comercial, vão utilizar essa UBS? Isso é desperdício de dinheiro público e falta de visão administrativa quanto às prioridades sociais da população verdadeiramente carente. Ou estamos com dinheiro sobrando em caixa?
SERGIO EDUARDO S. VIANNA (médico) – Londrina

Comemoração, sim; feriado, não!
Bastante polêmico o Dia Nacional da Consciência Negra. Sou a favor da existência desse dia, mas contrário que seja feriado. Assim como comemora-se o Dia das Mães no segundo domingo de maio, e o Dia dos Pais no segundo domingo de agosto, o Dia Nacional da Consciência Negra poderia ser comemorado no terceiro domingo de novembro, o que estaria sempre próximo ao dia da morte de Zumbi, 19 de novembro, motivador dessa data comemorativa. O importante é resgatar a história sem causar prejuízos bilionários para a economia brasileira. Tenho percebido que a maioria dos defensores do Consciência Negra está mais preocupada com o feriado do que com o Brasil.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Pesca predatória
Com relação à matéria "Patrulhas antecedem fiscalização pró-piracema" (Geral, 28/10), fiquei indignado com a afirmação de uma pescadora profissional de que "o problema da pesca são os pescadores de fim de semana (amadores) que não respeitam as leis". Ora, pescadores profissionais, sem exceção, acham que são os donos das nossas águas e podem fazer o que bem querem. Não respeitam nenhuma regra e agem o tempo todo na legalidade e na surdina durante os 240 dias que estão liberados para pescar e ainda alguns o fazem no período do defeso. O problema são aqueles que fazem as leis: permitem que os profissionais utilizem redes a partir da malha tamanho oito, mas não especificam quantos metros lhe são permitidos, e esses por sua vez utilizam metragem que ultrapassam mil metros, provocando verdadeira carnificina de peixes (pacus, piaparas, mandis, etc.), que são típicos da nossa bacia. Isso pode ser constatado aos domingos na feira-livre da cidade, sem nenhuma ação das autoridades e da fiscalização. Os pescadores de "fim de semana" são eventuais, utilizam apenas varas e anzóis e não provocam qualquer desequilíbrio na fauna aquática.
NELSON JUNIOR ROSSATO (contabilista) – Ibiporã

Fim das livrarias?
Sobre a matéria "Livrarias com os dias contados?" (Geral, 4/11), o gosto pela leitura se aprende desde cedo nos bancos escolares, pois um país se faz com "homens e livros", binômio esse que gera desenvolvimento e progresso de uma nação. O problema está na falta de melhores bibliotecas nos colégios, as quais não atendem às necessidades básicas do educando que busca o gosto pela leitura, pesquisas, conhecimento científico, conduta social e por que não crítico. A formação cultural é adquirida nas escolas. É lá que se desenvolvem nossas aptidões. Um povo culto é sem dúvida desenvolvido. Então, está faltando uma política educacional mais abrangente para as nossas escolas. Acredito que esse é o fator preponderante na diminuição de nossas livrarias.
EDUARDO ZANIN (professor) – Arapongas

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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