OPINIÃO DO LEITOR
Justa comemoração
Muito bonito, comovente até, ver o leitor Luiz A. Piotto (Opinião, 11/11) evocar os princípios cristãos e a Constituição para justificar que somos todos irmãos e iguais perante à lei. Nos mais de 350 anos de escravidão, a Igreja e os governos de plantão não pensavam assim. Pelo contrário, pregavam que os negros eram uma raça subalterna, amaldiçoada e, portanto, deveriam ser escravizados. Mas vamos deixar para lá, hoje somos "todos" iguais, somos "irmãos"; o que passou, passou e fica tudo por isso mesmo. Negativo! O Brasil ainda é um país racista e, por isso, temos que comemorar sim o dia da Consciência Negra para, pelo menos, não nos esquecermos que existe uma grande diferença em nossa sociedade e que essa diferença precisa, aos poucos, ser diminuída.
ANDERSON LOPES (gerente de RH) - Cambé
Consciência humana
O ator Morgan Freeman disse que "o dia em que pararmos de nos preocupar com consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com consciência humana, o racismo desaparece". A consciência é uma das áreas mais problemáticas do ser humano, pois ela está em sua alma (ou espírito). Atualmente, consciência racial não existe em termos biológicos, apenas sociais. Portanto, consciência humana é estar plenamente ciente dos acontecimentos ou fatos, é estar no mundo e participar de maneira construtiva para que o mundo se torne um lugar hospitaleiro para todas as raças.
PAULO SÉRGIO NOGUEIRA (pastor) Londrina
Consciência Negra
Há uma polêmica sobre o feriado da Consciência Negra, que deveria passar a ser chamado de "Consciência Afrodescendente". Justo essa comemoração, como deveríamos ter o dia de outras raças, como alemães e japoneses que foram humilhados durante a 2ª Guerra Mundial. Italianos e outras etnias vieram para substituir o trabalho dos escravos, logicamente em uma situação bem mais digna. Acredito que seria de bom-senso que a comemoração da "Consciência Afrodescendente" fosse marcada para o terceiro domingo do mês de novembro, o que acabaria com a polêmica. O Dia das Mães não é no segundo domingo de maio e o dos pais no segundo domingo de agosto?
SIDNEY GIROTTO (médico) Londrina
Liberdade de imprensa
Não há como contraditar as afirmações do leitor Paulo R. Sanitá(Opinião, 7/11) a respeito da liberdade de imprensa. Mas sobre o elogio à governança de Lula, há reparos a fazer. Governo bom é aquele que utiliza as ferramentas corretas para administrar o país; é seu dever fazer coisas boas. Quando as más ultrapassam todos os limites de razoabilidade somos obrigados a pesar os prós e contras. Não é bom o governo, e seu partido, que usa dinheiro público para atingir seu projeto de poder, como o mensalão; quando mantém relações de amizade com ditadura cubana e a financia, através do Programa Mais Médicos; quando extradita precipitadamente pessoas que pedem asilo, como os boxeadores cubanos; quando asila o terrorista Cezare Battisti; quando hostiliza críticos da ditadura cubana, como a blogueira Yoani Sanches; quando cria 39 ministérios para abrigar partidos coligados; quando faz aliança com antigos inimigos para se manter no poder, como Sarney, Collor e Renan; quando se une até a Maluf e oferece ministério a Marta para conseguir emplacar Hadadd na prefeitura de São Paulo; quando compra dossiê falso para atingir José Serra; quando aparelha as estatais com pessoas sem qualificação, só por serem sindicalistas; que faz um estardalhaço com o pré-sal e nem sabe se o preço vai ser competitivo quando iniciar-se a extração; que enriquece Lulinha de uma hora para outra, sem o menor escrúpulo, etc.
MÁRIO MENEZES (aposentado) Londrina
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