Consciência de todas as raças
É preciso produzir, fazer girar a roda da economia, movimentar a cidade, preservar empregos e agir para ajudar tirar Londrina do buraco. É preciso ter a consciência que uma economia fraca como a nossa não suporta tantos feriados, no caso três num só mês. Nesse período de final de ano os custos operacionais são maiores e é necessária a recuperação do faturamento perdido durante o tempo mais fraco do exercício. Nada contra as comemorações da raça negra, mas é um feriado que está sendo contestado em nível nacional. É inconstitucional e atende mais a interesses políticos municipais do que coletivos da população, por isso nosso prefeito não deveria ter recorrido da decisão judicial. Nem Salvador (BA), um forte reduto dos afrodescendentes, o decretou. Outras raças, que muito contribuíram para o crescimento de Londrina e do Brasil, também têm suas comemorações e nem por isso paralisam as atividades laborais para realizar seus eventos. Vejam o bonito exemplo dos japoneses, tão importantes para a nossa região: eles reúnem a colônia, fazem o seu festival cultural Londrina Matsuri, fora do horário comercial e são admirados pela vontade de trabalhar. Nossas autoridades precisam rever a carga de feriados e feriadões no Brasil. Quem tem a responsabilidade de gerar empregos sabe o quanto isso prejudica a saúde financeira das empresas. O país perde competitividade, a economia se fragiliza e ficamos com fama de preguiçosos perante aos olhos do mundo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

E a barata?
Clic, acendi a luz da garagem e... bem na minha frente, aquele monstro cascudo com enormes antenas! Passei a mão na vassoura e... lembrei-me da cientista presa na Rússia por defender a vida aquática (peixes, algas, plânctons, etc.) e do salvamento dos cachorros no laboratório de remédios em São Paulo. Pulou um grilo nas minhas ideias. Pode matar barata? Alguém pode me responder? Qual o critério? É econômico ou de justiça? É por tamanho? O gato não pode e o boi pode? Por inteligência? Será que a galinha é menos inteligente que o passarinho que aprendi ser pecado matar? E as lagartas que os produtores matam aos trilhões? E os bovinos, suínos e as aves que são mortos aos milhões todos os dias? Enquanto o grilo "cricava" na minha cabeça, o "monstro" fugiu para a rua. Mandei dedetizar a garagem, agora, se voltar é suicídio. Não tenho culpa.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) – Santa Mariana

Depressão e sofrimento
No artigo "Depressão: estigma de um sofrimento" (Espaço Aberto, 4/11), o servidor público Antonio V. A. Lopes descreve tudo sobre essa terrível doença. Depois que se tem depressão, nunca mais a pessoa fica totalmente livre dela. Os sintomas como insônia, mal-estar, desânimo, sudorese, taquicardia, desaparecem aos poucos, mas sempre se tem uma recaída. Por isso, concordo com ele: para combatê-la, é preciso coragem, orações, tratamento médico, atividade física, paciência e agradecer a Deus a cada dia.
TEREZA CRISTINA GÓBIS AUGUSTO (professora) – Cambará

Morte do pequeno Joaquim
Mais uma vez assisto estarrecido à morte de uma criança: Joaquim Ponte Marques, de apenas 3 anos, de Ribeirão Preto (SP). Quantas crianças como Joaquim ainda serão vítimas de atrocidades cometidas diariamente no País? Vivemos em uma sociedade onde as pessoas aceitam viver em situações subumanas, violência doméstica, violência sexual contra mulheres e crianças, alcoolismo, consumo de drogas, racismo e homofobia, ignorância, impunidade e irracionalidade. O que me conforta nesse momento, porém não diminui minha revolta, é ter a certeza que o pequeno Joaquim se tornou um anjo para viver a vida eterna junto ao Pai, intercedendo por todos nós.
MARLON CEZAR RODRIGUES (contador) - Foz do Iguaçu

Correção
- Diferentemente do publicado na reportagem "Opala pronto para ser campeão" (Carro&Cia, 10/11), Luana Castilhos é a mãe de João Vitor Castilhos Aderne.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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