Repasse às centrais sindicais
O Brasil está passando por um processo de sindicalização. Estamos nos transformando na República dos Sindicatos. A Lei 11.648/2008 alterou o repasse de parte do dinheiro da Contribuição Sindical dos Empregados. Antes da lei, os 20% dessa contribuição iam para a Conta Especial Emprego e Salário (Cees), que é empregada na melhoria das condições de vida do trabalhador, qualificação de mão de obra e geração de melhores salários. Por meio dessa Lei, o governo Lula alterou o artigo 589 da CLT, diminuindo o recurso da Cees para 10% e destinando os outros 10% para as centrais sindicais. A previsão é que em 2013 o valor total para as centrais chegue a R$ 200 milhões. Dinheiro que servirá para as centrais gastarem no que bem entenderem, sem fiscalização ou controle. É revoltante vermos as centrais sindicais com os cofres cheios do dinheiro que deveria ser investido no trabalhador, enquanto esses continuam sofrendo em busca de qualificação e crescimento profissional. Não é a melhor matemática para um país mais justo.
VALTER ORSI (presidente do Sindimetal Londrina) – Londrina

Só queremos trabalhar!
Todo ano é a mesma coisa com os feriados. No dia 10/12 fica abre ou não abre? Agora, também esse do dia 20/11, abre ou não? Eu e meu marido temos um pequeno comércio, só eu e ele trabalhamos lá. Dia 15/11 temos que pagar o sindicato. Dia 19/11 o GPS. Dia 20/11 o DAS. Com tanto feriado, como vamos pagar tudo em dia? Novembro tem 30 dias, feriados nos dias 2, 15 e 20 e quatro domingos que não podemos trabalhar. Sobram 23 dias para tentarmos colocar as contas em dia. Será que alguém pagará nossas contas? Daqui a pouco será feriado no dia da mulher, do médico, do professor, etc., pois todos merecem igualmente um dia para comemorar. Deveriam acabar com todos os feriados e deixar quem não tem funcionário trabalhar.
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) – Londrina

Educação: melhor investimento
As pessoas se perguntam por que no Brasil o índice de violência é tão alto, a saúde deixa tanto a desejar e há consideráveis casos de corrupção? A resposta é simples: falta de educação. A população cobra tanto por melhores políticos, por mais hospitais, mais empregos. Contudo, esquece-se do básico: cobrar por investimento em educação. Por que Noruega, Austrália e Nova Zelândia encabeçam a lista de países com melhor IDH do mundo, enquanto o nosso país fica apenas como uma nota de rodapé? A educação é a base para todas as outras coisas. Uma vez que haja melhores escolas públicas, as crianças já crescerão com uma mente mais aberta, se tornarão pessoas melhores, profissionais melhores e, por conseguinte, escolherão melhor seus líderes. É conveniente para o governo não investir em educação e cultivar uma população de ignorantes, dessa forma controlará melhor a situação. Pode até parecer uma frase obsoleta, mas a mudança deve partir de nós mesmos. Uma vez que a população entenda isso, irá parar de cobrar tantas "bolsas" do governo e começará a caminhar com as próprias pernas. Temos de cobrar dos nossos líderes uma educação de qualidade, pois isso é um direito constitucional.
SAMARA FULAN (Turismóloga) – Assaí

Onde está João Rafael Kovalski?
Gostaria de pedir à Folha de Londrina e a todos os meios de comunicação do Paraná para que voltem a divulgar o caso do menino João Rafael Kovalski, de 2 anos, que desapareceu dia 24 de agosto em Adrianópolis. Mais dois meses depois, não se fala mais nada, com exceção da rede social Facebook, onde uma página foi criada para que todos possam compartilhar fotos e telefones. Mas e a mídia? Esqueceu do caso? Quando acontece uma tragédia, como o caso da Isabela Nardoni, todos os dias e por vários meses ou anos fazem programas relembrando tudo. Não estou desprezando esse caso, afinal foi um crime bárbaro, mas só gostaria que dessem a mesma atenção para o desaparecimento desse menino ou de outras crianças. Todo desaparecimento deveria ser divulgado incessantemente, aí quem sabe mais crianças seriam devolvidas a seus pais.
NILSA MARIA GONÇALVES AVANZI (gerente administrativo)- Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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