Mais uma vez o Enem
Sabe-se que todos os anos alguma polêmica gira em torno do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porém este ano o que causou repercussão não foi a prova em si, mas sim as condições que muitos candidatos foram colocados para realizar o extenso teste aplicado pelo governo. As salas – quentes, sem estrutura para acomodar o enorme número de candidatos, sem ventilação e iluminação adequadas – deixaram a desejar. Assim também os fiscais, que não sabiam as regras básicas (como lacrar o celular antes de entrar na sala, utilizar apenas caneta esferográfica preta e não lápis e borracha) acabaram prejudicando aqueles que fizeram o teste, causando desconforto, uma vez que a longa prova foi somada a condições nada favoráveis a sua realização. Já que o governo é tão exigente em relação à aplicação do teste, deveria vistoriar os locais escolhidos para sua realização e também qualificar os fiscais para que o exame fosse feito de forma justa e igualitária entre tantos candidatos. Mais uma vez o Enem deixou a desejar, mas a pergunta que fica é: no ano que vem qual será o problema?
ESTHER REGINA RAMPAZZO ROCKENBACH (estudante) – Londrina

Cemitérios relegados
Vejo, em notícias estampadas nos jornais, a prefeitura convocando os proprietários de jazigos a comparecerem nos locais para que façam a limpeza, consertos e arranjos necessários e assim minorem o aspecto de abandono tão comum em nossos cemitérios. Esse acontecimento nos leva a crer que aquele ente querido só é digno de reverência no dia 2 de novembro. Isso é prova de um anacronismo sem limites. Os cemitérios de Londrina, nas últimas administrações, sempre foram relegados a segundo plano. É comum ouvirmos dizer que nos cemitérios de nossa cidade já não existem mais espaço para a criação de novos túmulos e, por isso, não é permitido à família perpetuar a memória daquele ente querido. O passamento é um fato inexorável e acarreta dores profundas no coração dos familiares e amigos próximos. Seria de bom alvitre que os dirigentes de nosso município tomassem as medidas cabíveis para que as famílias enlutadas não sofram ainda mais naquele momento de dor.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina

Virose cultural
Sabe-se que a efetivação do desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, exige ações complexas que não dependem apenas da administração pública. Para tornar possível a viabilização de projetos e programas governamentais se faz necessário, a junção harmônica dos diversos atores da sociedade para a efetiva construção de uma nova relação entre o setor público, o privado e o terceiro setor. É preciso que os indivíduos, instituições e governos reexaminem a sua forma de atuação e busquem interagir de forma flexível com os demais atores. O novo cenário mostra a relevância da cooperação entre as organizações públicas, privadas e o terceiro setor, pois a necessidade de trabalhar de forma integrada está fundamentada no fato de que dificilmente o setor público consegue desenvolver todos os recursos, competências e tecnologias que são indispensáveis para sobreviver ou ter legitimidade em um ambiente tão exigente. No caso da Virada Cultural do Paraná, é notório que a atual administração não levou em consideração a questão desse novo modelo de gestão. Ao deixar que a organização e o planejamento da Virada fosse realizada apenas por gestores burocráticos, a Secretaria de Estado da Cultura perdeu a oportunidade de criar dinamismo entre os empreendedores culturais e o Estado.
MARCELO DOMINGUES (produtor cultural) – Londrina

Servidores públicos
Se levarmos em consideração o desempenho profissional (competência, assiduidade, iniciativa, dentre outros quesitos), chegaremos à patente conclusão de que há muitos funcionários públicos ganhando muito (por pouco que ganhem) e há poucos ganhando pouco.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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