Casa de pássaros
Dias atrás estive no quintal de uma casa e me deparei com algo muito singelo: casinhas de pássaros penduradas nos galhos de uma jabuticabeira. Por vários minutos observei-as. Elas eram muito bem trabalhadas e coloridas. Era gostoso só de olhar, tamanho o capricho. A construção simples transmitia dois dos melhores sentimentos que tanto buscamos: aconchego e liberdade. Exatamente nesta ordem. Imaginei o quanto a casinha deve ser amada pelo passarinho. Ao mesmo tempo em que é seu refúgio, torna-se também um constante convite a sua liberdade. O lar ali estabelecido é muito diferente da gaiola, que tem por objetivo aprisioná-lo e mantê-lo como posse de seu "dono". Nem de longe as grades limitantes terão a mesma cor da singela casinha colorida com portas pequenas, porém abertas. À sombra da jabuticabeira, ela oferece o alimento, o refazimento das energias gastas durante seus voos pelo céu. Não há dono. Há uma alma conquistadora que decidiu abrir mão de gaiolas. Quem sabe assim os pássaros visitem seu quintal por vontade própria e não por obrigação. Pensei no amor de Deus por nós. Ele nos oferece a sombra do seu amor incondicional, o alimento da terra e do espírito. Ao mesmo tempo, nos concede o livre-arbítrio para que possamos experimentar seu amor por nós pela forma mais sublime: a liberdade. Por mais longe e alto que possamos voar, nossa casa aconchegante sempre estará por ali, à sombra da jabuticabeira, de portas abertas, esperando apenas pelo nosso desejo de visitá-la.
FERNANDA BIANCARDI (analista de RH) – Londrina


Motivação eleitoreira
O vereador Mario Takahashi está prestando um desserviço para Londrina com o seu projeto de exigência do troco na Zona Azul. Uma polêmica desnecessária para um resultado insignificante para a população e que pode colocar em colapso o bom trabalho da Epesmel no sistema de estacionamento.. Não há como comparar o sistema antigo dos totens com o atual de modernos parquímetros. No sistema anterior havia a devolução porque os bótons continham valores totais comprados e todo ele era colocado nos equipamentos. Não havia uma previsão do tempo predefinido pelo usuário. No sistema atual há a possibilidade de definir o tempo a ser utilizado, sem afetar todo o valor carregado no cartão. As sobras são desprezíveis porque normalmente o usuário já tem estimado o tempo de que vai ficar estacionado. E o caso dos estacionamentos particulares que cobram valores cheios de 30 em 30 minutos e não devolvem o troco numa tarifa bem mais elevada? O nobre vereador não vai se manifestar ou não quer se indispor eleitoralmente com os proprietários? E os flanelinhas que nos achacam com a ameaça de vandalizar os veículos de quem se nega a pagá-los? O vereador não vai fazer nada? Será que os míseros centavos da Zona Azul, que por sinal atende a uma bonita causa filantrópica, pode render tantos votos assim?
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina


Outubro Rosa
Quero parabenizar as pessoas que estão colaborando com a campanha Outubro Rosa em prol do Hospital do Câncer (HC) de Londrina, que atende grande parte do Paraná e outros Estados. Apesar das limitações de recursos, o hospital oferece um atendimento de excelência. É importante ressaltar também o serviço prestado pelas ONGs que atuam nas imediações do HC: coletam recursos que são direcionados ao hospital e aos pacientes. Recursos que ajudam a comprar lanches, bolos e sucos que são distribuídos diariamente por voluntários na porta do HC para as pessoas que aguardam atendimento. No HC não existem médicos, enfermeiros e colaboradores, mas sim anjos que Deus colocou ali para atender sempre com um sorriso no rosto e muita atenção para com os pacientes. Cabe a nós também colaborarmos para que o funcionamento desta instituição continue de forma exemplar.
CLEBER FABIANO MASUDA MENEGHELLI (administrador de empresas) – Ibiporã


Sanepar
Avaliar o pior na Sanepar (modesta poluidora), vil na cobrança da taxa mínima da água, um absurdo. Abusa dos usuários da periferia, desligando o fornecimento sem o devido prévio aviso, no qual demonstra total desrespeito. Caso tivéssemos competência na administração municipal, seria o momento propício para quebrar esse maldito monopólio. Londrinenses, pagamos tarifas escorchantes para mantermos esse cabidão de empregos.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina


Livro de anedotas
Para fazer concorrência com o Ari Toledo, estou pensando em lançar um livro de anedotas. E, para começar arrasando, logo na primeira página, vou contar a mais realista: "Todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

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