Seta para quê?
As concessionárias de automóveis poderiam vender carros zero quilômetro bem mais barato Londrina, pois 90% dos motoristas daqui não usam alguns acessórios que estão sobrando nos carros. Exemplo: espelho retrovisor (objeto em desuso, pois não tem a necessidade de saber quem está atrás), seta (para que esse instrumento? O motorista de Londrina muda de faixa ou dobra a esquina e não dá satisfação a ninguém), luz de freio (que mania os outros motoristas quererem saber a hora que se vai parar), velocímetro (não precisa, andam a velocidade que querem; até podem tirar as placas de sinalização, pois ninguém respeita). Ironias à parte, é uma vergonha o que ocorre em nossa cidade. Depois que multa, esses mesmos motoristas atacam os órgãos responsáveis dizendo que são uma fábrica de multas. Na verdade, ninguém respeita as leis de trânsito, sem contar os pilotos de moto e caminhoneiros que pensam estar acima de tudo e todos.
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina

‘Ponto fora da curva’
O "ponto fora da curva" foi o termo utilizado por um ministro recém-chegado ao STF para anunciar a que veio: amenizar as penas condenatórias dos mensaleiros. A presidente Dilma Rousseff iniciou seu governo demitindo gente corrupta, inclusive ministros de Estado, de forma tão incisiva que reavivou as esperanças dos brasileiros, dando sinais que romperia com a condescendência do seu antecessor com a corrupção no seio do governo. Porém, tudo não passou de um jogo de cena e ela reassumiu o "status quo" de Lula, permitindo a grupos políticos, que ela mesmo havia afastado do poder por corrupção, a repetição dos escandalosos desvios de recursos públicos. Com isto demonstrou que estava no "ponto fora da curva" do padrão petista, no seu primeiro ano de mandato. O fato mais contundente desse estranho recuo da presidente em combater o malfeito foi a ousadia do ministro do Trabalho, envolvido no mais recente escândalo do seu ministério, uma fraude de R$ 400 milhões. Ele prometeu "abrir o bico" se fosse demitido. Dilma nada fez e o ministro continua no cargo. Este cenário demonstra que a corrupção, em seu mais alto grau de atividade e intensidade, tomou conta do poder central, fragilizando a instituição Presidência da República. Essa gente sedenta por dinheiro público saqueia os cofres da Nação e nada acontece. A situação é gravíssima e assustadora.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas)- Londrina

Pombinhas e políticos
Muitas opiniões têm aparecido nesta seção falando sobre a proliferação das pombinhas e seus malefícios. Repelentes e outros aparelhos têm sido sugeridos no sentido de afastar ou mudar o habitat das famosas causadoras do desconforto. As pombinhas e os políticos são dois males que não adianta apenas aplicar repelentes ou a cassação para eliminá-los. Devem ser erradicados para sempre. São males que não só prejudicam a saúde do povo, mas também a saúde da nação. Em Minas Gerais, na fazenda onde fui criado, existia muita pombinha caseira e sempre fazíamos uma gostosa pombada. Sobre as amargosas nada posso falar, mas sobre as pombas caseiras tenho um pouco de conhecimento: quando criança, meus irmãos e eu armávamos as arapucas, pegávamos muitas delas e nossa mãe preparava e fritava-as com bastante tempero. Esta seria uma solução para as daninhas de hoje. Apenas mudá-las de lugar seria uma discriminação com a população. Tirar do centro da cidade e mandar para a periferia seria o mesmo que tirar dos ricos e mandar para os pobres. Vamos criar o dia da pombada! Para as pombinhas, panela com gordura no último; para os políticos, cassação permanente ou cadeia para sempre.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador) – Londrina

Assistencialismo
O governo vem divulgando que a situação dos brasileiros de baixa de renda está melhorando, mas será que isso realmente reflete a realidade? O programa Bolsa Família completou dez anos e no seu início tinha aproximadamente 3,5 milhões de inscritos. Hoje após uma década, temos quase 14 milhões de cadastrados. Esse fato reflete uma realidade diferente, pois ao invés de diminuir a população de baixa renda, ela está aumentando. A prova disso é a maior quantidade de pessoas que dependente da esmola do governo para sobreviver. Ou será que o povo prefere viver às custas do governo do que procurar trabalho? O governo deveria estipular um período determinado, com prazo final para receber o Bolsa Família e estudar um projeto para desenvolver a geração de empregos.
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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