OPINIÃO DO LEITOR
Sementes da Constituição
Hoje nossa Constituição Federal faz 25 anos. A jovem senhora, apesar da boa intenção da norma que apregoa que "todo o poder emana do povo" fazendo supor que em seu nome deveria ser exercido, já precisa de uma "plástica" frente aos anseios do novo Brasil. O saudoso Ulisses Guimarães, em 1988 presidente do PMDB, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Constituinte, foi impedido de assumir a Presidência do País, por cujo voto direto tanto lutou. Na época, com a morte de Tancredo Neves, deram interpretação equivocada à Constituição que ele ajudou a promulgar. José Sarney assumiu sob a justificativa de que o vice deveria suceder o presidente em caso de morte, mas como o presidente eleito não havia tomado posse, com a vacância do cargo, teria que ter sido empossado o presidente da Câmara. Aparentemente, o receio de um retrocesso no processo democrático, já que Ulisses era desafeto do regime militar, que na década de 80 ainda ostentava resquícios do longo poder supremo (fazendo até se aprovar em benefício próprio uma discutível anistia), abriu caminho para a flexibilização da lei. Mas sem a extinção do odioso voto secreto e sem a bem-vinda redução dos membros da Câmara, o jubileu de prata de nossa Constituição deixa um gosto de frustração no coração do povo. Seu Zé, que tem uma padaria movimentada perto do aeroporto, assíduo leitor da FOLHA como eu, me disse: "Não desanime, eu leio a Opinião do Leitor todo dia, meus filhos e milhares de paranaenses também, e essas oportunidades de nos expressarmos, que não tínhamos há poucas décadas, são sementes que homens de bem estão plantando, para colhermos um futuro melhor".
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) Londrina
Barulhos e barulhentos
Emerson Petriv, o "Boca Aberta", foi preso quinta-feira porque estava, aos berros, perturbando o trabalho dos funcionários da prefeitura. Perturbação do sossego público. Ontem, seguindo o exemplo, resolvi pedir que uma medida similar fosse tomada com relação aos pretensos "pastores" que ficam se esgoelando no Calçadão, um com uma trombeta e outro com uma caixa de som, e que interferem, diretamente, na execução do trabalho de todos que têm escritório e no descanso de todos que residem no entorno da esquina da Rio de Janeiro com o Calçadão. Liguei para a CMTU que me mandou ligar para a Guarda Municipal, que disse que eu precisaria chamar a Sema com um decibelímetro para medir a intensidade do som. A Sema, todos sabem, não tem efetivo suficiente nem para acudir as emergências, como vai poder colocar um funcionário no meu escritório durante todo o dia para esperar que eles comecem o barulho? Por que na quinta o assunto foi resolvido tão rápido e ontem tudo se tornou tão difícil? Os cidadãos que moram e trabalham no Calçadão valem menos do que os que trabalham na prefeitura?
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Escola para políticos
Participo da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadoraaos sábados e dia 7/9, padre Romão falou algo muito sério e certo em sua homilia. Um padre estuda 7 anos para se ordenar sacerdote,um médico 7 anos para começar a clinicar e outros profissionais como engenheiro,contador, professor ,advogado, enfim vários profissionais têm que estudar muito e despojar-se de muitas participações sociais como cinema,festas para estudarem e se formarem bons profissionais. E os políticos? Qual o estudo deles?Qual a sua formação? O que entendem por administração? Basta se filiar a um partido e serem atores, jogadores ou apresentadores conhecidos para serem políticos? Que tal se tivessem que fazer um curso de Direito ou Administração, ter OAB ou Crea para ser político? Será que melhoraria o nosso país? É uma ideia.
LUCIMEIRE GASPARIN MARTINS (comerciante) - Londrina
Outubro Rosa
Que fique muito claro para todos nós: Outubro Rosa não é momento, nem tão pouco uma situação. É sim uma ação que precisa ser pontual e contundente por parte de mulheres e, principalmente, homens que amam mulheres.
WALTER LEMOS FILHO (consultor motivacional) - Florianópolis (SC)
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