OPINIÃO DO LEITOR
Fadado ao fracasso
Correm boatos que o Brasil entrará de vez em uma crise sem precedentes logo após a Copa do Mundo de 2014. O alto endividamento da população e a tal bolha imobiliária são apontados como os principais fatores para o naufrágio da economia brasileira. Sem dúvida, esses são bons motivos para afundar um país. Entretanto, acredito que a derrocada virá pelo conjunto da obra. Isso significa que, há muito tempo, o Brasil falha em diversos pontos fundamentais para o crescimento de um país. O Estado brasileiro permitiu a falência da educação. As escolas, que deveriam preparar homens, são hoje redutos da bandidagem: gangues mandam e os professores obedecem. Produzir no Brasil é extremamente caro, já que cinco meses do ano são perdidos somente para pagar tributos para uma máquina comprovadamente corrupta e ineficiente. Bilhões são gastos pelo governo para financiar ditaduras sangrentas pelo mundo. Em terras tupiniquins não há segurança jurídica, o que temos é a eternização dos processos já que não prevalece nem a lei, nem a ética. O que vale é o seu nome, cargo e conta bancária. Obviamente não se trata de um desejo pessoal de ver o barco afundar, mas diante desses descalabros e de tantas coisas erradas fica impossível ver um horizonte promissor para a nossa pátria.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Aquecimento global
Segundo especialistas, a emissão de gases na atmosfera atingiu seu limite. Os países que mais emitem gases não estão preocupados, mas as consequências já estamos sentindo. Os países mais frios do norte precisam de petróleo para sistemas de aquecimento e indústrias. Assim, se o clima esquenta para eles, o seu consumo de combustível fóssil diminui e sua importação também. O transporte marítimo na região polar já está navegável. Economia de tempo e dinheiro para eles. Agora só falta esperar o degelo da Antártida que tem solo firme em seu continente, ao contrário da calota polar do norte que é só gelo e difícil extração de petróleo em suas águas. Ali é mais fácil explorar petróleo do que em pré-sais que existem por aí em zonas abissais e que necessitam de caríssima alta tecnologia para sua extração. Os países do norte, então, não estarão mais dependentes de petróleo da América, do Oriente Médio e da África. Tudo muito conveniente para os países desenvolvidos. E para o resto do mundo? Ora, para o resto do mundo restam inundações, desertificações, vendavais, furacões e tsunamis. O pior é que ninguém vai fazer nada além de arrumar telhado, isso se sobrar a casa.
DAILTON MARTINS (comerciante) Londrina
Desvios no Fome Zero
É o Brasil que come desviando do Brasil que tem fome. O que nos deixa tristes é saber que foram encontradas evidências de desvio em quase todos os programas investigados. Tentam acabar com a fome, mas não com o apetite dos ladrões do nosso dinheiro. A corrupção sempre tem dois lados, um corrompendo e outro sendo corrompido. Vivemos num país onde a regra geral é a "lei de Gerson". O ruim é quem fiscaliza o programa. Qualquer que seja o partido do governo, esses programas serão sempre necessários para alimentar crianças e uma forma de diminuir o abismo que ainda existe em nossa sociedade.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
'Feminicídios' no Brasil
Um levantamento apontou que a cada 90 minutos uma mulher é assassinada no Brasil. Isto ocorre porque quem comete esse tipo de crime sabe que o Código Penal brasileiro é de 1940. Trocam vidas de mães de famílias por cestas básicas e só existe a prisão perpétua somente para quem morre. Quem sabe um dia nossos governantes tenham vontade política de encarar essa tragédia. Quem sabe um dia a gente coloque várias mulheres (?) no comando para resolver esse problema. A tortura no Brasil não acaba, ela apenas muda de lado.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Poder pela força
O poderio atômico acabou com as guerras frias. As grandes potências se respeitam, pois tudo vira nada num simples apertar de botão. No entanto, a economia escraviza e derrota os países de menor competitividade. A espionagem dá munição a essa grande batalha. O emprego e a renda do trabalhador não poderiam ficar à mercê desse perde e ganha globalizado. Só vamos encontrar a verdadeira paz quando houver dignidade de vida.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina





