Em família
O filho deixou a diretoria comercial da Sanepar para ser deputado, a mãe herdou o seu lugar por deferência do governador Beto Richa, para manter um aliança política que faz o londrinense "torcer o nariz". Na Assembleia, o filho que virou deputado, imediatamente, empregou o primo. A mulher desse mesmo primo ocupa cargo comissionado na Câmara de Londrina como assessora do outro primo vereador. Os Belinati continuam muito bem empregados nos órgãos públicos do Paraná. É legal do ponto de vista das leis sobre nepotismo? Pode até ser, porque a sistemática que rege a ocupação dos cargos comissionados não contempla a meritocracia e a obrigatoriedade de concurso público. É assim porque essa forma de contratação é elaborada pelos próprios detentores do poder, justamente para facilitar o emprego de parentes e beneficiá-los. E isso é imoral. Afora tudo isso que já não nos causa estranheza pela nociva disseminação em todas as instâncias do poder público, vem o fato que nos proporciona mais indignação: o salário líquido recebido pelo primo assessor do deputado protagonista desta história é de R$ 11.045,83, para ser motorista, fazer alguns contatos políticos e serviços gerais. Na inciativa privada um cargo com semelhantes funções não passaria dos R$ 3 mil. É dinheiro malversado, oriundo do suado imposto que pagamos, que a inchada máquina pública consome vorazmente.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Empresa familiar?
Li recentemente nos jornais que um membro da família Belinati deixou um cargo na direção da Sanepar para assumir posição de deputado estadual e foi substituído pela sua mãe, Emília Belinati. A Sanepar tornou-se empresa familiar?
JOSUÉ GROTTI (aposentado) – Londrina

Estacionar no centro de Londrina
Nasci e moro em Londrina desde 1953 e, nesses últimos tempos, conseguir uma vaga para estacionar nas ruas do centro ficou também mais difícil. Porém, descobri o bom trabalho da CMTU após conseguir um cartão de estacionamento em vaga que é reservada a idoso e o cartão especial para minha esposa que tem dificuldade para se locomover. Gostaria de agradecer à CMTU e pedir aos demais motoristas que respeitem as vagas especiais.
LUIZ CARLOS DE FIGUEIREDO (aposentado) – Londrina

Passarela-portal
Estamos no século 21 e parte da sociedade que se julga "esclarecida" prefere ver sombra, onde dispomos de luz. Será que é por que a luz ofusca aos cegos? Os cerca de 400 arquitetos que se opuseram ao enfeite bobo numa passarela urbana (nenhum desses profissionais foi contra a passarela) não o fazem por birra. Fazem porque eles detêm o conhecimento do cenário do contemporâneo. E apenas eles detêm esse conhecimento. E é somente por isso que são a favor de referenciais mais relevantes e condignos com o habitat em que vivemos, circulamos, progredimos e constituímos negócios, famílias, lazer e amigos. Homenagem por homenagem, vamos olhar para a frente, pois já temos uma Avenida Inglaterra, um Parque Arthur Thomas e uma cidade Londrina. Reflitam sobre aquele pastiche bobo, carnavalesco e absolutamente ignorante. Vamos homenagear alguém do quilate e real utilidade mundial como o agricultor Herbert Bratz, rolandense que concebeu a técnica do plantio direto.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina

Falsidade e poder
A ignorância, a hipocrisia, a mentira, a falsidade, o lúgubre, o lacaio, a soberba e o parvo estão tão presentes na sociedade que chegou ao ponto de um honesto ter vergonha de sê-lo. O que era ruim e mau agora é bom e melhor. Há tanta coisa errada no mundo que os valores bons estão ficando fora de moda. Infelizmente, temos visto que hipócritas, analfabetos políticos e pilantras estão governando este país e fazendo mais mal para a sociedade.
JOÃO MARCOS BRANDET (estudante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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