Hora de mudanças
É preciso elogiar a coragem do advogado José Roberto Brunassi pela posição assumida (Opinião, 24/9), quando é nítido que poucos advogados ousam criticar abertamente o Judiciário. Não menos corajoso o editorial "Polêmica no TJ", da nossa competente FOLHA (Opinião, 24/9), no sentido de sustentar que denúncias de corrupção enfraquecem qualquer instituição pública, informando também detalhadamente sobre aumentos sucessivos de benefícios financeiros para o Judiciário, inclusive no mesmo mês, além da suspeita de negociação de apoio nas disputas por altos cargos públicos. Que a sociedade não esqueça jamais de manifestar apoio irrestrito aos bravos membros do Conselho Nacional de Justiça, a exemplo do que tem feito nas ruas em favor da autonomia de nosso digno Ministério Público. Até quando teremos que tolerar tanta vergonha a olhos vistos, enquanto a população tem seus verdadeiros interesses ignorados? Onde estão os representantes do povo na Câmara Federal que desprezam os anseios de seus eleitores ao ponto de não erguer bandeira pela exigência de concursos públicos para o preenchimento de vagas e cargos no Judiciário e nos tribunais de contas, a exemplo do que ocorre com juízes de primeira instância, ao invés das odiosas e não raro viciadas indicações políticas?
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) - Londrina

Congresso Nacional
Mais uma vez nossa casa de leis em Brasília está em evidência negativamente. Esses políticos que "não" tiveram moral, idoneidade, coragem, civismo e responsabilidade para cassar um de seus pares, que foi investigado, indiciado, condenado e preso por roubar dinheiro público. Agora vão criar uma CPI para investigar atos de espionagem dos EUA? Começa na capital nacional mais uma ópera bufa patrocinada, dirigida e estrelada pelos atores da maior companhia de comédia desse país chamado "Brasil", Congresso Nacional Brasileiro.
PAULO SERGIO MAGALHÃES (funcionário público) - Londrina

Vagas para idosos
O Senado Federal aprovou no dia 18 um projeto de lei que prevê a apreensão de veículos estacionados indevidamente em vagas reservadas a idosos ou pessoas com deficiência física. Além disso, aumenta o valor da multa para a infração ao prever que seja considerada grave no Código de Trânsito Brasileiro. A proposta segue agora para a Câmara. Já passou da hora as vagas dos idosos, que não são muitas em Londrina, sejam respeitadas pelos cidadãos. Somente será respeitada as vagas de idosos e deficientes com fiscalização, inclusive como o Senado aprovou, apreensão do veículo. Compete à CMTU proibir seus fiscais ficar atrás de árvores, nas esquinas escondidos, aliás como ocorre na Madre Leônia Milito só para lavrar multas, muitas vezes, indevidamente. Os idosos merecem maior consideração e a fiscalização junto às vagas dos idosos e deficientes poderá ser mais eficiente na aplicação das multas e não poderá ser rotulada como "indústria".
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) – Londrina

Brasil cheio de boas intenções
Acordamos todos de ressaca, após a decisão do ministro Celso de Mello, que fez admitir os embargos infringentes em favor de alguns réus do processo do mensalão. A centelha de esperança, acendida após incontáveis sessões de julgamento, que culminaram na condenação da maioria dos acusados, fora abruptamente apagada, pelo balde de água fria segurado pelo eminente magistrado. Cheio de boa vontade, e razão jurídica, Celso de Mello segue perpetuando a tradição de impunidade incrustada em nosso Judiciário. Vênias concedidas, o STF é também um tribunal político, e deveria ter atuado como tal. Do mesmo modo que o fez no caso da cassação de Collor. Naquela oportunidade, o ex-presidente pleiteou o acesso à documentação do processo que tramitava contra ele no Congresso, tendo, contudo, sua pretensão frustrada com voto e apoio do hoje ministro Celso de Mello. O ministro mantém seu currículo jurídico imaculado, porém deveria ter pensado no Brasil, mais do que nos réus.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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