OPINIÃO DO LEITOR
48 horas sem energia
É certo que a Copel não é culpada pelo estrago da tempestade de domingo, porém devido às proporções de destruição a informação foi que a prioridade de atendimento seria onde houvesse postes e árvores caídas. Meu condomínio está há mais de 48 horas sem energia elétrica! Tivemos dois postes caídos e, portanto, deveria ser uma situação prioritária. O que me constrange não é o fato de não terem resolvido o problema de imediato, pois entendo que existam outras partes da cidade onde a situação pode estar mais complicada. Minha indignação é que desde domingo nenhum funcionário sequer passou perto do local para verificar e ver o que é possível fazer. Obviamente, um dos terminais urbanos e um supermercado próximo foram religados ainda ontem no final da tarde. Será que o terminal urbano é um caso de urgência já que as catracas internas dos coletivos podem funcionar normalmente? Será que um supermercado tem mais importância em perder seus alimentos do que mais de 40 famílias? Onde está a prioridade Copel? E não tente ligar na central de atendimento porque o serviço vem de Curitiba do qual o atendente demonstra claramente que nem sabe do que se trata e pergunta: "Está chovendo neste momento minha senhora?". É quase uma ironia diante de tantos noticiários que apontam a calamidade na qual a cidade se encontra.
RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO (secretária executiva) - Londrina
Tempestades
O temporal que presenciamos no último domingo e que foi matéria da FOLHA na segunda-feira nos serve de alerta para que tomemos algumas providências. O clima está mudando e nossa cultura não está acostumada a desastres naturais, como em países como o Japão onde as crianças já aprendem desde cedo a se posicionar dentro da sala de aula com um pequeno kit de sobrevivência com água até chegar socorro. É necessário levar palestras da Defesa Civil às escolas para evitar tragédias no futuro e para que os nossos futuros cidadãos aprendam a se defender e ajudar o próprio órgão. Vamos pensar nisso.
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina
Guarda protegida
A Associação dos Guardas Municipais convoca assembleia para decidir o aquartelamento de todos os representados devido a um dito atentado sofrido por uma equipe que escoltava o prefeito. Quem irá convocar os milhares de cidadãos comuns que são assaltados e mortos todos os dias nas ruas de nossa cidade para estes se refugiarem em suas casas e manterem seus ganhos normalmente? Onde será a assembleia dos milhares de prestadores de serviço que saem às ruas para ir ao banco das empresas onde trabalham e são vítimas do golpe "saidinha de banco", são achacados, espancados e muitas vezes mortos? Quem irá reunir-se com os taxistas e mototaxistas e definir onde eles ficarão parados com seus automóveis e motos protestando pela falta de segurança, mas mantendo a entrada de receita sem levar ninguém a lugar nenhum? Dias atrás houve a denúncia de abuso de autoridade de um guarda municipal que se excedeu contra um jovem e não vi essa associação e seus representados serem punidos ou suspensos. Será que o comportamento desses trabalhadores seria o mesmo se estivessem na iniciativa privada?
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
A favor da vida
No artigo "Aborto e sexo responsável", da psicóloga Silvana Mariano (Espaço Aberto, 4/9), o aborto se mostra um assunto polêmico devido às divergências de opiniões que se dão por interesses políticos, culturais, religiosos e econômicos. Optar pela vida ou a morte de um ser indefeso requer muita responsabilidade, pois tirar a vida de alguém que nem ao menos pode se defender é totalmente cruel. O ideal seria que a sociedade apresentasse alternativas que evitassem que a situação chegasse a tal ponto.
BEATRIZ NOTHNAGEL (estudante) - Porecatu
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