OPINIÃO DO LEITOR
A incompetência chamada ILS
Não é concebível tanta demora na instalação do ILS no Aeroporto de Londrina. Como informou a FOLHA na edição de sábado, só no ano passado Londrina registrou 94 cancelamentos de voos por problemas meteorológicos, cerca de 7,5 mil passageiros foram prejudicados. Uma cidade que está entre as quatro maiores do sul do Brasil, passar pela humilhação de mendigar um equipamento de segurança? Em 2019 esse aparelho será peça de museu! O que acontece é uma incomensurável incompetência e falta de vontade da classe política. Povo de Londrina, no ano que vem esses mesmos lhes pedirão votos, faça com eles o que fazem conosco: quando negam segurança ao nosso aeroporto negue seu voto. Será que quando num dia chuvoso um avião provocar uma tragédia, esses que agora e sempre arrumaram as mais estapafúrdias desculpas, virão assumir a responsabilidade? Com tanto dinheiro gasto nessa "Copa" da corrupção, não sobrou nada para Londrina, valor este que para o governo são apenas uns trocados. Pensem nisso.
Réplicas do Big Ben
É meritória a ideia de se construir réplicas do Big Ben na entrada de Londrina (desde que sejam bem feitas), como resgate à história da origem de Londrina. Começa com as belas cabines telefônicas (já vi tantos turistas tirarem fotos em frente delas) implantadas pela Sercomtel nos 75 anos da cidade, com a decoração esmerada no Boulevard Shopping, dentre outras ações que remetem à origem de Londrina. Por que não se pensar em ônibus, tipo "Double deckers" de Londres, pelo menos para turismo? Dentre outras ideias, confecções de souvenirs, apresentações anuais no Dia do Pioneiro no pátio do Museu Histórico, a exemplo do Beatleweek Brasil no Boulevard. Todas essas ações potencializariam o turismo desta cada vez mais bonita "filha de Londres".
Privatização x concessão
Gostaria de lembrar o leitor João Paulo S.I. Yagui (Opinião, 13/9) que existe diferença entre concessão e privatização. No caso de rodovias se faz a concessão, por prazo determinado, voltando o bem ao cedente, quando do encerramento ou rescisão contratual. Privatizar (vender) é o ato de passar uma empresa pública para a iniciativa privada (por meio de licitações, bolsas, etc.) parecido que ao que FHC fez: privatizou a vale e a telefonia, porém, nesses casos, as vendas muito mal sucedidas na visão do povo, pois deu quase de graça para apadrinhados.
Pedágio
Sobre comentário do leitor José J. A. de Oliveira (Opinião, 17/9) que compara as tarifas de pedágio no Paraná, é necessário ressalvar que os contratos de concessão de rodovias no Estado, assinados durante o governo de Jaime Lerner, previam a duplicação da maioria dos trechos concedidos. As rodovias de Santa Catarina foram entregues à iniciativa privada, durante a administração Lula, após terem sido inteiramente duplicadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As concessionários têm apenas que preservá-las. Segundo o leitor, o custo do pedágio no Paraná, no trecho percorrido por ele, foi de R$ 0,10 por quilômetro, enquanto em Santa Catarina foi de R$ 0,02. O novo modelo de concessão da presidente Dilma Rousseff estabelece tarifas altas de pedágio apesar do aporte financeiro que será dado às concessionárias, via BNDES, e duplicação de vários trechos bancada pelo governo federal. O pedágio previsto para a BR-262 era de R$ 0,12 por quilômetro 20% a mais que o cobrado no Paraná. E mesmo assim não houve interessados pelo trecho leiloado.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone
e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





