Mudança no Supremo
Por maioria de votos o STF decidiu pelo cabimento dos embargos infringentes na Ação Penal 470. A decisão encontra amparo legal em diversos dispositivos jurídicos contidos especialmente na Constituição Federal, no Código de Processo Penal e no Regimento Interno do Supremo. Lamentavelmente, teremos que aguardar ainda vários e diversos meses, quem sabe anos, para vermos a aplicação efetiva da Justiça. A indignação pelo novo julgamento dos mensaleiros é muito grande, porém, é certo admitir que os prejuízos seriam enormes e incalculáveis se a Suprema Corte ignorasse a legislação vigente. Oportuno registrar a incoerência e inconveniência da forma existente para a composição do STF. Urge uma PEC que altere o critério para a nomeação dos ministros que integram o órgão máximo do Judiciário. Verdadeiramente, não existe uma justificativa plausível, coerente, correta e honesta que justifique a indicação dos ministros por iniciativa do presidente da República. Uma sugestão seria o aproveitamento criterioso de magistrados concursados.

ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) - Londrina

Mensalão
Há mais de 30 anos tenho dúvidas sobre a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal. Sempre foi um tribunal político, haja vista que seus membros são escolhidos por critérios políticos. Agora com a decisão favorável por novo julgamento do mensalão e pelo que informou a Coluna Claudio Humberto (Política, 12/9) de que o ex-presidente Lula teria feito lobby sobre os ministros nomeados por ele e pela presidente Dilma, para decidirem favorável a novo julgamento, não tenho mais dúvidas. De agora em diante mesmo que as decisões daquele órgão sejam dadas a quem tem direito, não merece palmas de minha parte. Passou da hora de serem escolhidos pelos seus pares.
RUBENS BATISTUTE (servidor público) – Londrina

Lamentável!
Aos brasileiros que produzem e pagam impostos "padrão Fifa" para em troca obterem um retorno medíocre, digo, sigam produzindo e pagando cada vez mais impostos. Afinal, os marginais do poder (nas palavras do ministro Celso de Mello) estão aí prontos para fazerem caixa dois, está tudo liberado.
JUSTINO CORREIA FILHO (técnico em agropecuária) - Bela Vista do Paraíso

Vergonha nacional
Quero dar os parabéns ao leitor Ludinei Picelli (Opinião, 19/9) pela mensagem que mandou a todos os leitores da FOLHA. Sua carta deveria ter sido reproduzida como a primeira página do jornal, em letras garrafais. Dói dizer isso, mas hoje eu estou com vergonha de ser brasileira. Muita vergonha!
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

Mensalão: codinomes ímpares
Ulysses Guimarães sempre foi muito respeitado e era chamado de "Senhor Diretas Já". No caso do julgamento do mensalão, surgiram alguns personagens que merecem outros codinomes: "Senhor Embargos Infringentes Já"; "Lorde Voldemort" e seu assessor "Perebas" , "O Fantasma da Ópera" (ou novato) e "O Coisa".
LUIZ EDGARD BUENO (escritor) - Londrina

Colonização inglesa em Londrina
O artigo "A passarela e por que também os ingleses" do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Moacir Norberto Sgarioni (Espaço Aberto, 15/9), não só é uma legítima e merecida defesa à colonização inglesa de Londrina, como nos faz rememorar e meditar sobre os primórdios desta nossa cidade. Embora momentaneamente ausente, não rompi os laços que me ligam a esta cidade. Não há, no Brasil, exemplo de colonização mais perfeita. Não há um só conflito de terras originários dos títulos emitidos pela companhia. Se há dúvidas, basta solicitar os documentos originais, mapas, levantamentos e memoriais e prontamente serão atendidos. Todos os documentos de terras de Londrina estão nos arquivos na fazenda da empresa em Jussara. Onde existe isso, mesmo depois de 80 anos? Sim, os ingleses vieram e trouxeram colonos consigo, desde o início. Os russos Polskik e Brauko vieram com eles desde a Índia, com Mister Thomas onde trabalhavam com a plantação de borracha. Merecida a homenagem a Londres com o portal. Parabéns á Sociedade Rural e ao seu presidente.
PAULO CARLOS SILVA (consultor) - Curitiba

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