Mensalão, até quando?
A oportunidade que nos dá a modernidade em acompanhar por exemplo um julgamento ao vivo do STF é uma conquista fantástica. Porém, ela deixa um custo: o da indignação que somos tomados quando parte daqueles senhores está ali a serviço de proteção daqueles réus que provocaram o maior escândalo de corrupção do Brasil. Uma trama incrível para nos leigos, uma linguagem jurídica nem sempre entendível nos faz crer que é minuciosamente preparada para desqualificar o julgamento que condenou aqueles protegidos do PT. O perigo dessa armação toda chegue às raias da indignação e que a inconsequência vá para as ruas. Justiça se faça ao ministro Joaquim Barbosa, não se pode avaliar até quando suportará buscar argumentos em um regimento interno que está defasado há mais de 30 anos para realizar novo julgamento daqueles nomes manjados já condenados em regime fechado. Até quando teremos que suportar este Brasil que não avança?
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina

Está tudo dominado!
É um desmando o Supremo Tribunal Federal (STF), que diz ser supremo, acatar os embargos infringentes possibilitando novo julgamento do caso mensalão. Manobras políticas e articulações desfavorecem a Justiça no nosso País. Há novos fatos? Não. Novos indícios? Não! Os crimes são os mesmos e os criminosos também. E o STF decidirá hoje se continuará ou não a defender o indefensável. É uma vergonha!
VALTER LUIZ ORSI (empresário) – Londrina

Processo do mensalão
Está se gastando muito dinheiro com o "cinematográfico processo do mensalão". Que tal se transferisse esse "faz de conta" processual, para um juizado federal especial (antigo pequenas causas) já que o assunto é caracterizado por um pequeno desvio de "personalidade" de alguns cidadãos do "bem", que resultou em prejuízos "insignificantes" (alguns milhõezinhos de dólares) junto ao erário. O cidadão brasileiro fica até constrangido ao se deparar com tamanha sujeira dentro da maior "corte de in(Justiça do País). Não bastasse as figurinhas carimbadas, ainda foram nomeados mais dois: Luis Roberto Barroso e Teori Zavaski, que já mostraram para que vieram.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina

Judiciário: divergência interna
Foi graças aos desentendimentos entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Levandowiski que os votos dos demais ministros foram divididos. Quase sempre metade a favor de um e metade a favor de outro, e não pela condenação ou absolvição dos réus. Ao relatar seu voto, Barbosa sabia que, com mais quatro votos a favor, os réus poderiam, se condenados, entrar com embargos infringentes. Além disso, Barbosa, que poderia ter reduzido as imputações ao aceitável insistiu em incluir a acusação de formação de quadrilha, quase um achincalhamento, no que tinha certeza que provocaria controvérsias. Foi tudo programado para virar banquete e estou mais propenso a acreditar no Papai Noel do que em voto contra os mensaleiros pelo ministro Celso de Mello.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá

‘Alta tensão nos bairros’
Parabenizo o engenheiro civil Aírton Nozawa pelo esclarecedor artigo "Alta tensão nos bairros" (Espaço aberto, 14/9). Além de suas ponderações sobre a segurança e a modernização nas redes de distribuição que a Copel insiste em não acompanhar, gostaria de salientar a poluição visual. Quem passou pela Avenida Faria Lima e proximidades deve ter ficado (como eu) impressionado com o estrago causado no visual daqueles locais pelos postes enormes e monstruosos ali instalados. Sem contar a poluição visual causada pelo emaranhado de postes e fiação por toda a cidade. Quem já viajou pela Europa aprecia a beleza de suas ruas e avenidas com toda a rede elétrica subterrânea. Ao invés da Copel gastar dinheiro com propagandas enganosas para justificar a instalação destes monstrengos, deveria concentrar esforços em redes subterrâneas, certamente, mais seguras e sem esta terrível poluição visual.
CÁSSIO JOSÉ DE ABREU (médico) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup