OPINIÃO DO LEITOR
Duplicação da Duque
Tenho lá minhas dúvidas quando me deparo com um artigo questionando o planejamento urbano, mais especificamente no que diz respeito à saudosa Avenida Duque de Caxias. Qualquer cidadão com um mínimo de discernimento constata que a faixa exclusiva para ônibus, bem como a proibição do uso do estacionamento na margem esquerda, beneficiou a todos que transitam por aquele local, em detrimento dos comerciantes que viram seus estabelecimentos ficarem às moscas. A atual condição desta citada via mostra que a atitude tomada pela administração pública à época, funcionou como um paliativo, atacando a consequência do problema (trânsito caótico). Cabe agora agir providencialmente e atacar a causa do problema, estabelecendo um planejamento correto e tornando possível a implantação da tão sonhada duplicação total desta avenida histórica para nossa cidade, interligando-a ao norte com a Avenida Lucia Helena Gonçalves Vianna e ao sul com a Avenida Inglaterra. Acredito que seja do interesse coletivo da população londrinense que tal obra seja realizada. Alguém será prejudicado, com certeza, porém muitos outros serão beneficiados.
ADOLPHO BOBROFF FILHO (administrador de empresas) Londrina
Avenida Duque de Caxias
Planejar o desenvolvimento de uma cidade é um trabalho complexo e minucioso. No caso da Avenida Duque de Caxias, uma das mais tradicionais ruas de varejo da cidade, a Acil foi procurada no primeiro semestre deste ano por um grupo de empresários locais preocupados com o número de lojas que fechavam as portas naquela região. A proposta de liberar o estacionamento na via das 9 às 16 horas é uma solução provisória para evitar maiores prejuízos aos comerciantes, enquanto aguardamos os estudos que vão apontar uma solução definitiva para a Duque de Caxias. A sobrevivência do comércio é uma questão de interesse público tão importante quanto a fluidez do trânsito; precisamos buscar soluções que contemplem esses dois aspectos da vida em comunidade.
FLÁVIO MONTENEGRO BALAN (presidente da Acil) Londrina
Passarela da discórdia
Com relação à matéria "Abaixo-assinado é contra portal do Big Ben em Londrina" (BondeNews, 8/9), existe um projeto já em execução com uma ótima ideia das torres de sustentação da passarela (BR-369) se parecmr as do Big Ben, homenageando nossa "Pequena Londres". Como sempre, tem a turminha do contra. Pelo que sei até o momento não idealizaram nada, mas são contra. Concordo plenamente com o presidente da Acil, Flávio Balan, que existe em nossa cidade outras entradas sem portal, ou mesmo, praças que estão degradadas e outras etnias poderiam ser homenageadas, o próprio Calçadão tem muito a ser feito para voltar atrair visitantes e consumidores. Desde o primário, aprendi a origem do nome Londrina, não queiram mudar a história.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina
Dois pesos, duas medidas
O governo federal anunciou recentemente o leilão de nove rodovias, que representam aproximadamente 7.500 km de concessão à iniciativa privada. Interessante observar que, em nenhum momento desses discursos, se escuta a palavra "privatização" - quase um xingamento - um pecado, uma anátema, criada pelo próprio partido que hoje governa o País, e se rende às vantagens dessa estratégia. Não é preciso exercitar muito a memória para lembrar da execração sofrida pelo governo FHC quando da privatização (muito bem-sucedida por sinal) da telefonia e da Vale. O PT utiliza-se de dois pesos e duas medidas para julgar as ações alheias. Quando o PSDB leiloa; é privatização. Quando é o PT; concessão. Muito mais palatável, não acham? Quando o PT faz é bom; quando é o PSDB, é ruim.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) Londrina
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