Velho hábito
O Brasil ainda está longe de mudar essa cultura de consertar equipamentos obsoletos ao invés de substituí-los. Isso se deve ao passado recente no qual a economia brasileira vivia seus dias de fúria. Os brasileiros acostumaram a se ajeitar com os poucos recursos que tinham e a manutenção de um aparelho de TV saía mais barato do que comprar um novo. Nessa época, o acesso a equipamentos novos também era muito precário devido aos altos preços. Exemplo da antena parabólica que era tão caro que as pessoas faziam consórcio para poder ter uma. Mais gritante é a telefonia: uma linha telefônica custava o valor de um carro da época. Com a abertura econômica, no começo da década de 90 (uma das poucas coisas boas que o ex-presidente Fernando Collor de Mello nos deixou), o cenário começou a se modificar: produtos estrangeiros começaram a concorrer com os nacionais ocasionando uma oferta de produtos mais baratos e mais acessíveis às classes emergentes. Dos anos 2000 para cá, a economia brasileira intensificou o consumo interno, é um modelo econômico que foi bem aceito durante alguns anos, mas tem que ser repensado para os dias atuais. O governo reduziu impostos de bens duráveis como eletrodomésticos, veículos e até materiais para construção e facilitou o crédito para a maior fatia da população justamente a "nova classe C", que consome e está desejosa de manter um padrão de vida confortável e sem a escassez do passado, mas que ainda preserva no seu costume o velho hábito de consertar coisas que hoje compensaria comprar novas.
JEFERSON GARCIA GIMENEZ (economista) - Cornélio Procópio

‘Mais Médicos’
Na semana de 2 a 6 de setembro, o ministro Alexandre Padilha esteve no plenário da Câmara Federal para defender o seu programa "Mais Médicos". Eficiente orador, bem articulado, o ministro Padilhaé o verdadeiro porta-voz do governo Dilma na atualidade. Ele disse: "Faltam médicos no Brasil, e eles estão mal distribuídos"; e também "há 22 Estados que estão abaixo da média nacional (em relação ao número de médicos/número de habitantes)". O Paraná é um desses Estados aos quais ele se referiu. Será que faltam mesmo médicos? Em meados de 2012, Toledo realizou concurso público. Somente para clínico geral (além de outras vagas) inscreveram-se 64 candidatos, numa concorrência de 32 por vaga, inusitada até então. A cidade fica a 514 quilômetros da capital. Neste ano, Guaíra realizou seu concurso público. Além de outras vagas médicas, 81 candidatos se inscreveram para édico generalista/PSF. Foram mais do que o dobro de candidatos do que os inscritos para auxiliar de enfermagem (29). Guaíra fica a 649 Km de Curitiba.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) – Londrina

Valorizar a Sercomtel
Se todos os acionistas mudarem para a Sercomtel, a empresa se erguerá. Então, vamos prestigiar o que é nosso.
ANTONIO MOTTA DE SOUZA (farmacêutico) – Londrina

Racionalização de prédios públicos
Por que gastar tanto dinheiro em reformas, manutenção e administração com alguns prédios públicos? Será que é feito um estudo de viabilidade, demanda, retorno, etc., em cima desses investimentos? Não daria para fazer integração em alguns setores como museu, biblioteca, Casa da Cultura? Não sobrariam prédios para serem ocupados por outros órgãos evitando-se assim despesas com aluguel?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Correção
Ao contrário do informado na matéria "Juiz barra instalação de mercado na zona sul" (Política, 10/9), o projeto que alterou o zoneamento para o supermercado Angeloni não foi aprovado por unanimidade na Câmara. A vereadora Lenir de Assis (PT) votou contra a matéria nos dois turnos.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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