OPINIÃO DO LEITOR
Civismo ou fanatismo?
Muito me estranha andar pela cidade em plena "Semana da Pátria". Não se vê uma bandeira sequer! Antigamente, lembro que havia o hasteamento da bandeira e cantávamos escola os hinos Nacional, da bandeira e da independência todos os dias. Os cadernos eram marcados com linhas verde e amarela nas folhas que iam sendo usadas durante a semana. Hoje tenho dúvida se os alunos sabem a letra dos hinos. Porém, a Copa do Mundo de futebol está chegando. A população num ato mágico, muda seus atos. As ruas são enfeitadas de verde e amarelo, casas e carros ganham bandeiras e as pessoas carregam com "orgulho" a camisa do Brasil. Se a seleção brasileira não ganha a Copa, num outro ato mágico, as bandeiras são queimadas e o Brasil não presta! Isso é civismo ou fanatismo? De certo modo, a população tem suas justificativas. O país é o antro da corrupção. Estádios de futebol foram construídos com milhões de reais que deveriam ser investidos na saúde e educação. Hoje, ao acordar, será que cantaremos algum hino ou lembraremos que terá jogo da seleção?
LUIS GUSTAVO DA SILVA GIMENES (administrador de empresas) Londrina
Desrespeito ao hino
Gostaria de parabenizar o leitor Walter L. Filho pelo seu comentário sobre o desrespeito ao Hino Nacional brasileiro antes dos jogos de futebol (Opinião, 30/8). Na minha época de primário, no grupo escolar Dona Carmela Dutra, Distrito de Santa Margarida em Bela Vista do Paraíso, cantava-se o Hino Nacional antes das aulas com os alunos postados em fila, sempre em posição de sentido. Hoje nosso querido hino é cantando até em manifestações infundadas que, às vezes, terminam em pancadaria e baderna.
HENRIQUE GARCIA CORDOBÉ (aposentado) Paranavaí
Excluídos
O Brasil não poderá comemorar sua independência enquanto persistir essa imensa desigualdade social entre pobres e ricos. Atualmente, a independência se faz não em relação aos outros países, mas principalmente entre os irmãos brasileiros que vivem em dois mundos, o luxo e o lixo. O hino dos excluídos que não têm nada a comemorar e que continuam dependentes e humilhados pelas bolsas-esmolas é um plágio tosco e real: "Dos filhos excluídos não és mãe gentil, pátria amarga Brasil".
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Genoino inválido?
Usando do seu direito de espernear, o deputado federal José Genoino vem dar mais um golpe nos cofres públicos com o pedido de aposentadoria (milionária). O que nos deixa revoltado é o sistema, o jogo, as trocas de favores, os "rabos presos". Genoino tinha, até então, muita saúde, corria o tempo todo, viajando de um lado para outro para arquitetar as falcatruas. Bastou tomarmos conhecimentos de suas malandragens (não me canso de agradecer a imprensa por isso) e a Justiça (outra vez por força da imprensa) pôr suas mãos e, pronto, o homem ficou doente. Essa é uma prática costumeira quando esses colarinhos brancos estão sob pressão. Alguém dúvida que ele vai conseguir, como punição pelas suas roubalheiras, uma altíssima aposentadoria às nossas custas?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Não é propaganda enganosa
Há mais de 20 anos tenho em casa aquecedor solar, gramado e frestas na calçada da rua, poço de luz, etc. Colaboro e muito com a natureza e bem-estar da minha família. Então, discordo da crítica da leitora Maria R. M. Reyes (Opinião, 29/8) ao programa Minha Casa Minha Vida. Pura falta de conhecer um pouquinho o mundo em que vivemos. É só dar um pulinho em Israel e olhar que todas as casas têm aquecedor solar e luz elétrica das placas que ficam em cima das casas. E o que percebo é que alguém do governo que " não sabe de nada" trouxe a tecnologia daquele país. Tenho orgulho de alguém ter enxergado isto lá fora, implantado esse projeto e as casas desse programa geram energia pura que deixa os ambientalistas de "boca calada".
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão
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