Educação
Quando o nosso imperador Dom Pedro 2º citou a famosa frase ""Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro", ele estava reconhecendo o amor que tinha pelas pessoas e enaltecendo a profissão e o sacerdócio de ser professor e encontrado na docência a esperança de um Brasil melhor. É vergonhoso em nosso país o desrespeito com que seus políticos tratam a carreira docente, bem como as políticas públicas de ensino, pesquisa e extensão. Não há planejamento e sim um improviso de gestão pública educacional de "achismos", "instabilidade de ações" e "retrocessos educacionais". As pesquisas realizadas no Brasil, com as exceções de excelência, são na maioria apenas quantitativas (para criar números muitas vezes vazios de pesquisa e cumprir metas) sem relevância qualitativa (que realmente façam diferença para a humanidade e para o país). As nossas universidades públicas estão a cada dia mais sucateadas e as universidades privadas (e os seus acionistas) cada dia mais ricos sem uma contraprestação aos financiamentos com dinheiro públicos (Fies) na captação de sua clientela no sentido pejorativo da palavra. Prova disso são as incorporações e fusões bilionárias no setor de ensino, com o achatamento dos salários dos professores e a demissão em massa de antigos professores com mestrado e doutorado, cujos salários eram dignos ao seu talento e competência. Se quisermos um país com novas tecnologias e sem necessitar nos prostrarmos para as grandes potências tecnológicas e ficarmos a sua mercê, se faz necessário mudarmos já as nossas políticas públicas de ensino. São por essas e outras razões que não temos nenhuma universidade entre as 100 melhores do mundo.
LUCIANO TEIXEIRA ODEBRECHT (professor) – Londrina

‘Mais Médicos’
Com relação à carta do leitor Marcio D. Benassi (31/8), pior do que dizer que os "cubanos comem criancinhas" é apoiar medidas de um governo que insiste em promover a antiquíssima luta de classes. O PT quer, a todo custo, ressuscitar a velha demanda burguesia x proletariado em pleno século 2? Tenha dó! Chamar médicos de burgueses é de uma ignorância desmedida. Até onde eu saiba, moramos em um país livre, onde cada profissional escolhe onde e como trabalhar. Os médicos, em sua imensa maioria, trabalham mais de 60 horas por semana, fins de semana, natal, feriados que mal há em cobrar, ganhar dinheiro honestamente. Como todo cidadão, pagamos pesadíssimos impostos. Por culpa da inoperância do governo, principalmente nos últimos 10 anos , a saúde pública se tornou um caos. E agora querem depositar esse ônus em cima da classe médica? Não somos contra a vinda de estrangeiros. Somos contra a vinda de médicos sem comprovar sua capacidade. Dizer que "eu prefiro médico sem revalida do que não ter médico ", é pior que assinar um cheque em branco. O duro é pensar que o "Mais Médicos" não tem por objetivo resolver os problemas da saúde pública. Sua única finalidade é eleger o ministro Alexandre Padilha governador de São Paulo.
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico) – Rolândia

Inflação
A excessiva intervenção do governo na iniciativa privada e nas estatais mascara a realidade inflacionária. O jogo contábil, entre o que é investimento, custeio e transferências, não deixa muito claro as contas públicas. Os mercados se ressentem e projetam um futuro sombrio. Será que tudo está mesmo sob controle? Somente o futuro dirá.
ANTONIO PEREIRA (contador) – Londrina

Defesa da vida
Gostaria de parabenizar a advogada Isabela de A.C. Baccarin pelo brilhante e corajoso artigo "Vida: direito, ciência e liberdade" (Espaço Aberto, 31/8). Quando o mundo parece fazer apologia da cultura da morte, a missivista faz , com muita firmeza e propriedade ,a defesa da vida.
FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI (engenheiro agrônomo) – Londrina

Correção
Ao contrário do informado na matéria "Londrina atinge meta da biometria" (Política, 5/9), os trabalhos de recadastramento eleitoral na cidade iniciaram no dia 4 de março de 2013.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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