Sercomtel x Copel
Oportunas as considerações do leitor Agenor Amadeu (Opinião, 26/8), quando indaga sobre o destino dos R$ 186 milhões obtidos pelo município de Londrina com a venda dos 45% das ações da Sercomtel. Não é difícil localizar onde foi investida tamanha quantia, que hoje atualizada, mesmo sem juros, ultrapassa os R$ 300 milhões, suficientes para recuperar essa empresa que foi o orgulho dos londrinenses. Basta consultar um dos inúmeros processos de vários volumes que dormem nos cartórios do Fórum, em busca da prescrição, há 14 anos, em homenagem sempre renovada à corrupção, à improbidade, ao roubo e impunidade que marcaram a administração Belinati, seu clã e comitiva. Impunidade que sempre os animou a tentarem recuperar o comando administrativo do município, como nas eleições passadas, quando a Primavera de Londrina trouxe alívio, esperança e certeza de mudanças, de novos tempos a que assistimos. A propósito daquela malfadada administração, tanto que terminou em cassação, não se esqueça de que, no âmbito da Sercomtel, um dos grandes desvios foi o que resultou daquele fantástico contrato de honorários feito com escritório de advocacia de Curitiba, na época, de R$ 1 milhão. Para serviços que poderiam ser executados pelos próprios advogados da empresa.
SEBASTIÃO DE OLIVEIRA CÉSAR (advogado) - Londrina

Vergonha nacional
De que valeram os protestos nas ruas? De que valeu o descontentamento da população? De que valeu a demonstração de força, se o que estamos vislumbrando é um abuso de poder, um desafio à ética e bons costumes esperados pelos cidadãos de bem. A gota d’água é o caso do deputado Natan Donadon, condenado pelo STF e preso, mas absolvido pela Câmara dos Deputados que não cassou o seu mandato. Faz-se necessário observar que quase todas as conquistas das ruas foram sorrateiramente sendo derrubadas nos bastidores de votação do Congresso, sem nenhum alarde e consciência patriótica. Temos agora dois elementos condenados em seus países, arranchados em nosso território, Cesare Batisti e Roger Pinto Molina. Em que estamos nos transformando? Depósito de quê?
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Natan Donadon
Revolta, indignação e vergonha são sentimentos que afloraram após ser noticiada a não cassação do pilantra Natan Donadon (Política, 30/8). Que mau exemplo de política deram nossos deputados ao manter o mandato de um condenado pela Justiça. Se persistir o voto secreto o que farão Pedro Henry, João Cunha, José Genoíno e Waldemar Costa Neto quando chegar a sua vez de serem julgados? Rirão da nossa cara. São por esta, e muitas outras razões, que o povo já não suporta tamanhas aberrações e quer a renovação completa nas próximas eleições. Em 2014 vamos exigir candidatos com ensino médio completo, pelo menos, e atestado de bons antecedentes, além da apresentação da declaração do imposto de renda.
MÁRIO MENEZES (aposentado) – Londrina

Ode à corrupção
A moral da classe política no Brasil não chegou no fundo do poço porque a cada dia os políticos se superam, mas transformar o Congresso Nacional em um prolongamento do presídio da papuda ou vice-versa foi um absurdo quando absolveram o deputado Natan Donadon, preso por ordem do STF. E tem gente que fala mal militares que fecharam o Congresso. Dia 7 de setembro vem aí e tomara que o povo outra vez invada as ruas e, dessa vez, faça prevalecer a vontade popular e não seja iludido como foi nas últimas passeatas. O Brasil não merece este Congresso de quinta categoria. Brasil sem miséria é um país sem políticos corruptos.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

Aborto
Queria parabenizar a advogada Isabela de A. C. Baccarin pelo excelente artigo "Vida: direito, ciência e liberdade" (Espaço Aberto, 31/8) que enriquece o debate sobre a vida. Concordo com ela: não podemos aceitar que vidas sejam destruídas, pois são seres vivos indefesos.
ISMAIL CHUKR NETO (servidor público) - Lupionópolis

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­pleto, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup