Copa do Mundo
É muito difícil acreditar que uma nação tão apaixonada por futebol e orgulhosa dos seus grandes títulos esteja tão desacreditada e desconfiada deste evento. Na verdade, é lamentável. Não sou contra o futebol muito menos quanto à Copa ser no Brasil, o que me deixa estarrecida é ver a quantidade de dinheiro disponível para construir estádios, reformular segurança pública, construir rotas de acessos e toda a infraestrutura necessária que é preciso para receber bem um evento dessa grandeza mundial. A questão é onde está essa disposição e liberação quando o assunto é a educação? Sem falar nos baixos salários dos professores e péssima instalação das escolas, há alunos em pequenas cidades que não conseguem chegar à escola por falta de asfalto. Temos uma educação "descalça". Há pacientes lotando os hospitais e não temos estrutura técnica e física para atendê-los com a precisão necessária. Temos uma "doença" pública. O Brasil é um país de terno e salto alto, porém quando tirado os trajes o que vemos é uma múmia fantasiada de tempos modernos. De longe vemos um futuro brilhante, mas quando tocamos a ferida percebemos o quão pobre e cinzenta é a sua essência.
RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO (secretária executiva) – Londrina

Falta de memória
Há 5 anos, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), aprovara junto à CCJ o PL 65/03 - que vedava a criação de novos cursos de Medicina pelo prazo de 10 anos - com um substitutivo. Afirmava que "o objetivo é proteger a população do país contra a gravíssima ameaça resultante de cursos de Medicina de má qualidade, no Brasil ou no exterior". O deputado assegurava que o "Brasil já tem uma relação de médicos por habitante acima do índice recomendado por instituições internacionais que é de 12 médicos para 10 mil habitantes. Essa proporção deverá continuar crescendo com rapidez, uma vez que o aumento da população de médicos – que tem se mantido constante – é maior do que a taxa de crescimento do total da população". O projeto continua em tramitação. A criação de novos cursos de Medicina não foi suspensa. O que teria mudado, em 5 anos, para que o Brasil passasse de uma situação em que haveria excesso de médicos (tal que poderíamos nos dar ao luxo de vedar a criação de novas vagas nos cursos de Medicina) para hoje, quando se tornou uma verdade inconteste que a falta de médicos demandaria a importação de profissionais do exterior? Nada mudou. O Brasil não precisa de médicos do exterior. O PT os quer. O mesmo PT que há 5 anos afirmava, por um de seus deputados, que o Brasil tinha médicos em excesso.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Democracia
Conforme escreveu o filósofo Norberto Bobbio, a democracia semidireta (com representantes escolhidos pelo povo na forma de votação) é a que melhor se adequa ao mundo atual e não essa democracia "chapa branca" que o governo petista tenta impor goela abaixo da população. Talvez, esse foi o real motivo das recentes manifestações ocorridas no País, a indignação pela forma com que o governo tenta dar continuidade à democratização do Brasil. Depois de ler o artigo "Brasil, uma democracia que se democratiza" (Espaço Aberto, 22/8), do ministro Gilberto Carvalho, facilitou entender que, para exercitar a democracia, ministro deve ser ministro e secretário-geral deve ser nada além de secretário-geral para o devido equilíbrio dos poderes constituídos e assim confirmar o direito do cidadão ao "voto e seu resultado majoritário", como o elemento principal para o fortalecimento da nossa democracia.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) – Londrina

Incentivo a licitações
Com relação à matéria "Entidades incentivam empresas a participar de licitações" (Economia, 28/8) o Sebrae está de parabéns com essa iniciativa de incentivar mais empresas a participar de licitações em órgãos públicos. Muitos empresários não têm conhecimento desse mecanismo e os poucos que conhecem não confiam nesses processos devido a exemplos negativos do passado. Tal atitude favorece o comércio local com maior distribuição de renda nas classes emergentes, mantendo a circulação da renda na região e democratizando de forma justa a participação de micros e pequenas empresas, onde muitas delas instaladas na própria cidade. As prefeituras têm a oportunidade de adquirir produtos mais baratos e de melhor qualidade devido ao custo baixo que os empresários teriam com frete e transporte dessa mercadoria. Muito vem se fazendo para a melhoria da máquina administrativa e a atitude que o Sebrae vem tomando é um exemplo que tem que se estender para outras regiões do País.
JEFERSON GARCIA GIMENEZ (economista) - Cornélio Procópio

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