OPINIÃO DO LEITOR
Reconhecimento à imprensa livre
Sei que nosso prefeito tem muitos assuntos urgentes. Mas gostaria que as pessoas de bem e políticos não comprometidos com a Justiça anotassem uma sugestão para ser considerada em breve. Nossa sociedade deve tanto à imprensa livre e quase nem nos damos conta de como seria o Brasil sem ela, para denunciar e exigir. Só para exemplificar, lembremo-nos das "Diretas Já" que nos trouxeram de volta o voto para presidente. E que tal lembrar que nos anos 60, 70 e 80, quando invejávamos o exemplo dos EUA, primeira democracia do continente americano a garantir o direito de livre expressão, agora com a primeira emenda de sua Constituição que garante as liberdades individuais, sob as ameaças da poderosa direita norte-americana, que se põe acima da lei, perseguindo quem se atreve a denunciar os desmandos ilegais do governo. A imprensa londrinense dá exemplo corajoso ao País, sendo terra de jornalistas reconhecidos e premiados, que daqui saíram para alçar voos altos pelo país e fora dele. No entanto, em todo o Brasil, que eu saiba, não há um monumento à imprensa livre, rendendo-lhe justa homenagem e resguardando sua importância. Assim, sugiro que aquele espaço em frente à agência central dos Correios, outrora ocupado pela inesquecível banca de revistas do saudoso seo Pedro, possa abrigar um obelisco ou outra forma de monumento que seja idealizada por nossos arquitetos e artistas em concurso aberto, dando à cidade, que dizem já ter o único monumento à Bíblia Sagrada que existe, também o privilégio de homenagear jornalistas do mundo todo.
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) Londrina
Reinventar as cidades
Afirma-se que é preciso reinventar as cidades. Torná-las mais gentis, mais humanas. No entanto, todas as madrugadas e finais de semana somos incomodados com o som altíssimo de automóveis que circulam por aí estremecendo as janelas da vizinhança. Atrapalham o sono e o humor do dia seguinte. Certos da impunidade, a Avenida Duque de Caxias que cruza a prefeitura, Câmara de Vereadores e outros órgãos públicos parece ser um dos corredores preferidos. Londrina, durante o dia Festival de Música, de madrugada inferno sonoro.
HUMBERTO YAMAKI (arquiteto) - Londrina
Revolução educacional
Creio que o pesquisador Ronaldo Mota (Entrevista, 18/8) nunca vivenciou uma sala de aula e não tem conhecimento da falência do sistema educacional, bem como da realidade dos nossos alunos. Que utopia afirmar que os conteúdos didáticos seriam expostos aos estudantes anteriormente na internet e que o professor seria substituído por um tutor! Será que ele sabe que muitos alunos nem comida têm quanto mais internet? Que não se lê mais em casa? Será que ele conhece a clientela atual das escolas? Pois parece-nos que o seu pensamento está direcionado para uma clientela hegemônica na qual os estudantes pertencem todos a um elevado nível socioeconômico. Será que ele sabe que muitas famílias colocam os filhos na escola em troca do Bolsa Família, apenas? É muito triste saber que, assim como ele, muitos que ocupam cargos no MEC não fazem questão de saber que a educação necessita de pessoas compromissadas, apaixonadas pelo humano, que acreditam que jamais a tecnologia substituirá o professor, apenas será um apoio.
ODIVALNILDI ROSA BONIN (professora) Colorado
Tubarão S/A
Dizem que quem vive de passado é museu. Entretanto, no tocante ao futebol dava gosto de torcer pelo seu time do coração: os jogadores defendiam as cores de sua agremiação por muito tempo. O torcedor sabia a escalação de seu time de cor e salteado. Hoje o jogador pertence a um grupo de empresários. Em Londrina, por exemplo, está se fazendo campanhas de incentivo da mídia, sorteando ingressos dados pela Viação Garcia, etc., com o único objetivo de levar o torcedor ao campo de futebol. Entretanto, quando se pensa que o time vai emplacar, começa o desmanche. Daí, vem a desilusão do torcedor. Assim não dá para ser feliz!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina





