Chicana, sim, senhor ministro!
O embate entre o festejado ministro Joaquim Barbosa e o seu antagonista o ministro revisor Ricardo Lewandowski continua no STF. Durante o julgamento do recurso de embargos declaratórios do ex-deputado Bispo Rodrigues, Lewandowski pleiteara a mudança de um posicionamento anterior seu, de modo a aplicar uma lei mais branda ao condenado, logo, beneficiando-o. Revoltado, Barbosa acusou o revisor de "fazer chicana" no processo. Ressalvado o descontrole do presidente do Supremo, há que se notar a sua razão no caso. Termo frequentemente utilizado no automobilismo, "chicana" no mundo jurídico se refere a um estratagema protelatório, um abuso procedimental. Ofendido, após o insulto, o ministro revisor exigiu e teve negada, com razão, a retratação por parte de Barbosa. Tecnicamente o recurso de embargos de declaração serve para sanar alguma falha material no julgado, mas nunca para proceder à mudança de um voto ou posicionamento. Qualquer incidente que fuja à mais estrita técnica recursal - ainda mais em um julgamento dessas proporções - deve ser encarada, sim, como chicana! E não adianta reclamar, senhor Lewandowski.
JOÃO PAULO ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Joaquim Barbosa
Respeito a opinião do leitor Joaquim José de Melo (Opinião, 20/8) que apoia o ministro Joaquim Barbosa, mas devemos analisar a postura do presidente do Supremo perante seus colegas. Ele age com total falta de respeito e truculência que em nada contribuem para a democracia. Mostra incoerência quando condena a ajuda recebida por juízes, mas a recebe; também quando compra um apartamento Miami sem declarar, isso mostra que ele está acima do bem e do mal. Vamos ver a postura dele quando for julgar o mensalão do PSDB - isso é, se for julgado. No esquema do metrô de São Paulo, segundo denúncias, foram foram desviados R$ 425 milhões dos cofres públicos, o maior roubo na história do Brasil. Isso mostra o esquema de abafa na imprensa porque envolvia tucanos de alta plumagem. Infelizmente, há pessoas que condenam somente um partido sobre mensalão. Não podemos ter a memória curta, como foi para o Congresso aprovar mais um ano para Sarney, a reeleição de FHC, considerado o maior esquema de compra do Congresso, para mudar a Constituição, dando direito à reeleição. Defendo a condenação de todos que praticaram corrupção independentemente de partido. Afinal, a Constituição reza que todos somo iguais perante a lei.
PAULO ROBERTO SANITÁ (agricultor familiar) - Tamboara

Lição de onde menos se espera
Esta semana, em frente à Biblioteca Municipal, fui abordada por um rapaz, visivelmente sob os efeitos de alguma substância química. Primeiro perguntou se o teatro estava funcionando, eu disse que não. Então, olhando para a fachada do prédio, perguntou onde estavam as bandeiras. Expliquei que são recolhidas, à noite. Ele nomeou as três - Londrina, Paraná e Brasil. E aí ele me perguntou por que não existe uma bandeira para a educação. Disse que não sabia. Aí veio a lição: ele disse que a bandeira da educação deveria ser o desenho de duas crianças lendo um livro. E saiu andando em direção ao Calçadão, repetindo isso. Acho que nunca passei por uma situação tão surreal! Fiquei ali, parada, sem ter resposta para dar a ele que, na realidade, não precisava de respostas: ele já havia encontrado uma verdade! Obrigado, seja você quem for.
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

‘Cabide de empregos’
É vergonhosa a atuação dos nossos políticos, prometem tudo durante a campanha. Eleitos, transformam autarquias, companhias em cabides de empregos! Pode na mesma empresa ter sete diretorias? Na Sercomtel, pode. O dinheiro do povo é jogado no ralo. Caso houvesse seriedade, certamente, funcionavam com a metade dos funcionários de departamentos, logicamente prevalecendo os técnicos que são essenciais. Falta competência ou vergonha para os políticos?
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­pleto, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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