OPINIÃO DO LEITOR
Secretário mentiu ou não sabia?
Dias antes da realização do concurso da saúde, o secretário de Saúde, Francisco Eugênio, garantiu à imprensa a lisura das provas e assegurou não haver nenhuma irregularidade. Às vésperas do dia marcado já surgiram as primeiras denúncias de que o conteúdo das provas não era inédito. Por fim, deu no que deu: todo o concurso foi anulado e haverá auditoria para apurar as irregularidades. Como fica a situação do titular da pasta que afirmou tão categoricamente que nada havia de anormal nas provas? Se for mantido no cargo, isso vem realmente comprovar que a administração Kireeff é diferente das anteriores. Nas anteriores, os secretários foram demitidos nos primeiros sinais de irregularidades. Depois de assegurar não haver irregularidades no concurso ora anulado, qual é a moral do secretário para continuar no cargo e provavelmente presidir outro concurso que se faz necessário? Seria a administração Kireeff tão diferente assim para bancar um secretário cuja palavra não vale?
DUREIDE CHINI (consultor de pesquisas) Londrina
Sercomtel
Quando iniciou, com o capital dos próprios usuários e enquanto a telefonia era só esticar cabos e apertar parafusos, a Sercomtel aguentou apesar das "sangrias". Hoje, com a concorrência estrangeira de capital vultoso e usando a mais alta tecnologia, está mais do que claro que a Sercomtel, gerida por órgão público que não tem capacidade para administrar buracos no asfalto, merenda escolar e elaborar um concurso público, não poderia prosperar. Os resultados estão aí. Agora, seria de muito bom-senso, tentar apurar o que for possível com a sua extinção e, ao invés de injetar mais recursos nela que serão "comidos", focar no que realmente possa ajudar nossa cidade, como o resto das desapropriações no entorno do aeroporto, etc.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Administração pública
Num grito de basta, Londrina elegeu um político honesto, jovem e trabalhador que vem tentando acertar. Apesar de todo o esforço, o criticam. Ora porque o Ministério Público mandou fechar a usina de asfalto por alguma irregularidade, quando as obras começavam a acelerar; ora porque o venceu o contrato do restaurante popular quando atendia muito bem a idosos e carentes; ora é o concurso para a saúde que foi cancelado; e já o criticam porque não distribui os uniformes escolares que estão sub judice. Se desrespeitar o MP ou a lei, poderá ser enquadrado e cassado. Cada obra parada ou fechada leva semanas ou meses para ser feita nova licitação, nova contratação, etc., Assim fica difícil.
MIGUEL RODRIGUES NAVARRO (aposentado) Londrina
Recapeamento pela metade
Não consigo entender qual critério a Prefeitura de Londrina está adotando na sua programação de recapeamento no Jardim Santa Mônica. Há meses receberam asfalto apenas a lateral de algumas ruas e noutras as obras foram interrompidas deixando à mostra crateras enormes. Por favor, informe a nós contribuintes: por que esse descaso está ocorrendo?
OSÉAS PEÇANHA NASIMENTO (músico) Londrina
Barbosa x Lewandowski
É lamentável que as associações de magistrados (AMB, Anamatra e Ajufe) tenham tomado as dores do ministro Ricardo Lewandowski, dentre outros plantados pelo PT no STF, com o único e precípuo fim de defender os mensaleiros, protelar deliberadamente o julgamento, lenta e gradualmente "venuelizar" o Supremo para que absolva corruptos de todo gênero e aprove todos os projetos de poder de interesse do PT. Aí, sim, veremos o que serão tempos de "barbárie". Espero que o ministro Joaquim Barbosa siga em frente, coíba as "chicanas" e não se deixe intimidar, pois é um dos últimos bastiões do caráter, da ética e da moralidade nos três corroídos poderes dessa "republiqueta de bananas".
JOAQUIM JOSÉ DE MELO (advogado) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





