OPINIÃO DO LEITOR
Novela Kafkiana com cheiro de armação
Há que se notar qualquer semelhança com "O Processo", de Kafka, e os eventos recentemente ocorridos em São Paulo, sobre um suposto cartel de licitações denunciado pela empresa Siemens. No livro, o personagem Josef K. enfrenta um exaustivo processo judicial sem sequer saber as acusações que lhe pesam. Na novela tupiniquim, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) revela detalhes em doses homeopáticas - daquilo que deveria se tornar, para o PSDB, um escândalo político de proporções comparáveis ao mensalão petista. Ocorre que este órgão governamental procede a uma investigação sigilosa e inquisitória, negando acesso aos dados em que se basearam suas acusações, ao governo de São Paulo, e até mesmo ao Ministério Público. Caçoa da Constituição e achincalha sem maior vergonha o direito ao justo (devido) processo legal e à ampla defesa do acusado. Interessante lembrar que o Cade é subordinado ao Ministério da Justiça, comandado pelo competente José Eduardo Cardoso, o mesmo que tão bem lidou com a crise da Funai e com os protestos de junho. Se realmente houve ilegalidades nos processos licitatórios do transporte paulista, os culpados devem ser exemplarmente punidos. No entanto, quanto mais tempo passa, e quanto mais doses de informação o Cade graciosamente libera à sociedade, mais parece que se trata de uma desesperada armação eleitoreira, de uma candidata à Presidência que se viu acuada com todos os acontecimentos que afligiram seu governo este ano.JOÃO PAULO ITIMURA YAGUI (advogado) Londrina
Faixa de pedestres
Perigosa e triste é a condição de quem tenta atravessar do aterro para o Lago Igapó na rotatória da Avenida Maringá. No final de maio fui informada por Ippul, CMTU e Secretaria de Obras (depois de uma semana de ligação e tempo perdido) que ali haveria uma lombada elevada, custeada por um colégio. O prazo para a execução da lombada: dois meses. O prazo venceu no final de julho. Perguntei sobre a possibilidade de fazerem uma faixa convencional. Meu pedido foi negado, pois ela teria de ser apagada para a construção da faixa elevada. Muito trabalho, sabe? E assim estamos nós, sem faixa elevada nem plana, nos arriscando entre os carros que vêm em alta velocidade das rotatórias na principal área de lazer da cidade.
CAMILA DOUBEK LOPES (professora) - Londrina
Acorda Brasil!
A grande maioria de nossos políticos é eleita para cuidar de nosso País com presteza e carinho. Isto é cuidar bem da nossa educação, segurança, saúde, etc. É engraçado que esses políticos quando perguntados como estão esses pilares, falam que estão bem. No entanto, os filhos deles estudam em escolas particulares, a grande maioria mora em condomínios e apartamentos de luxo. Quando a questão é sobre saúde, aí sim é de dar risada. Uma família do Maranhão está no poder há 116 anos naquele Estado e que tem 21 cidades entre as 100 piores do País no IDH (índice de desenvolvimento humano). Esses mesmos políticos quando têm problemas de saúde vão até São Paulo para se tratar no Hospital Sírio Libanês? Por que não ficam nos hospitais do Maranhão que eles "cuidam" tão bem?
ANTONIO RICARDO PACHECO (comerciante) - Londrina
Mal das drogas
Londrina ficou chocada com os homicídios praticados por Diego Quirino. É a ponta final dos caminhos que levam às drogas, à cadeia ou ao cemitério. Pais cuidem de seus filhos, vejam o que fazem, com quem andam, pois quando a família e a sociedade não cuidam o traficante adota.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





