OPINIÃO DO LEITOR
Representantes de quem?
Ou os deputados em Brasília estão empenhados em retaliar a OAB, por sua notória atuação contra a corrupção e privilégios no Legislativo, ou nossos representantes mais carentes de estudo são incapazes de achar algo de bom para fazer em prol do Brasil. É que, mesmo como manobra eleitoreira, ao se defender que as pessoas mais humildes, que recorrem principalmente aos Juizados Especiais, não precisem mais "se preocupar" em ter um advogado para a defesa de seus direitos, o tiro não teria como não sair pela culatra. O magistrado não pode nem deve julgar pelo que acha, mas sim está adstrito às provas que estão no processo, a fim de prestar a função jurisdicional. O juiz também não pode conceder, senão exatamente o que e como foi requerido, mesmo na informalidade dos juizados, pois a lei veda que ele julgue "extra petita" e o que não está nos autos não está no mundo para o Direito. Não fosse assim teríamos decisões que, em nome do "bem", tentariam adivinhar o que se deseja ou o que é justo, em detrimento da parte contrária, ferindo a isenção que deve nortear a Justiça que, por isso mesmo, é simbolizada cega. Como pessoas despreparadas poderiam pleitear e provar seus direitos ou se defender adequadamente em recursos técnicos contra advogados? Quem seria beneficiado no final? O advogado, não por corporativismo, mas por determinação constitucional, é indispensável à administração da Justiça. Mas se isso não precisa ser respeitado, num país cuja ordem e progresso não for mais prioridade, que tal defendermos a eliminação dos deputados para representar o povo e substituí-los por grandes assembleias populares pela internet, a fim de decidir os desígnios do país?
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) - Londrina
Sercomtel: falência programada
Decisões políticas equivocadas levaram a Sercomtel à bancarrota. Aqueles que contribuíram para a falência da Sercomtel deveriam pedir desculpas publicamente. Tudo começou com a transformação da Sercomtel de autarquia em sociedade anônima (S/A). Na época fui contra, pois a autarquia não pagava impostos e tinha uma administração enxuta. A S/A exigiria muitos cargos administrativos com altos salários e uma carga tributária perto de 50% do custo. Depois veio a venda das ações da Sercomtel para a Copel e para o Banestado, hoje Itaú, e todo o dinheiro, como água, saiu pelo ladrão. Não bastasse isso, a oposição ao governo Nedson impediu a venda da Sercomtel Celular. Ela virou pó e hoje não vale nada. Não tem cabimento vender patrimônio público de grande valor para injetar dinheiro nessa massa falida. A Sercomtel deve ser vendida do jeito que está. Chega de amadorismo e de politicagem.
OSVALDO LIMA (contador) Londrina
Por que as Apaes?
Verificando um panfleto de mobilização nacional das Apaes, não entendi o que o MEC realmente quer. Só espero que antes de qualquer decisão, o MEC consiga entender as razões pelas quais os pais de filhos com deficiência intelectual tenham escolhido a Apae como o lugar mais eficiente para cuidar de seus filhos. Não consigo entender essa ideia de "inclusão", quando vejo tais projetos lançados à sociedade sem ao menos consultar os afetados. Considerando alunos de 4 a 17 anos de idade em escolas públicas regular "normal", por que acabar com as Apaes? Será que os protestos nos últimos dias não foram suficientes para mostrar o que realmente a população quer?
MARINALVA NUNES BATISTA (jornalista)- Ubiratã
Atleta incansável
Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina pela excelente matéria "Antes tarde do que nunca" (Esporte, 15/8) sobre o incansável policial federal aposentado Walter Ney que batalha para participar do mundial de atletismo máster. Isso sem contar com ajuda financeira de qualquer órgão do município, como a Fundação de Esportes, para levar e defender o nome de nossa cidade pelo mundo afora, a não ser o apoio das empresas e clubes mencionados na reportagem. Parabéns Walter pelo sucesso alcançado.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) Londrina
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