OPINIÃO DO LEITOR
Meritocracia
Com relação à matéria "Secretário de Beto Richa deixa cargo após escândalo no IFPR" (Política, 10/8), será que não está na hora de nossos governantes utilizarem critérios técnicos e não políticos para nomearem para cargos como a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, pessoas oriundas de nosso sistema de ensino superior reconhecidas por sua excelência? Não tenho dúvidas que possuímos em nossos quadros servidores docentes e técnico-administrativos com capacidade e condições de ocupar este cargo com conhecimento de nossas Instituições e suas necessidades.
JOSÉ ROBERTO PINTO (diretor da Clínica Odontológica Universitária da UEL) - Londrina
Londrina e divulgação
Há tempos venho notando uma ampla divulgação de todas as conquistas da cidade de Maringá em Londrina. Claro que isso não é por acaso. Tem um objetivo e, pelo visto, tem conseguido. Será que Londrina está fazendo o mesmo ou está deixando por conta dos noticiários? Está se chegando ao ponto de nós conhecermos mais a cidade vizinha do que a nossa. Onde está o departamento de comunicações da prefeitura? Quando saiu a notícia de que o IDHM de lá é o segundo do Estado, cadê o nosso pessoal para esclarecer que os critérios usados foram assim ou assado? Que se usassem, não a cidade em si, mas a região metropolitana estaríamos em igualdade. Ou então, já que divulgaram que aqui se paga pouco ao operariado, poderia tirar proveito disso dizendo que a mão de obra aqui é farta e barata. Existe competição? Então, que saibamos jogar também.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Sercomtel
Atividade empresarial na mão do Estado tem muitas utilidades: serve para barganha política, para empregar correligionários, dá origem à corrupção, é foco de briga entre os partidos pelos cargos e, geralmente, presta péssimo serviço, uma vez que os diretores são indicações políticas. Em consequência, dá prejuízo sempre e, de vez quando, tem que ser socorrida. É o caso da Sercomtel, que foi útil no passado quando as estatais (Telebras e Telepar), como sempre, não conseguiam oferecer telefone à população. Hoje não têm mais razão de existir. Há empresas particulares que oferecem muito melhor serviço e não nos dão prejuízo. Por isso, acho que o município não deve socorrer a Sercomtel. Deve vendê-la, e logo, enquanto houver comprador. Assim, o prefeito poderia se dedicar a cuidar da cidade. Houve um plebiscito em que a população optou pela não venda. Será que os então opositores utilizam hoje os serviços da Sercomtel?
JOSUE GROTTI (aposentado) - Londrina
Usina do Baixo Iguaçu
Como produtor do Oeste do Paraná, venho acompanhando o problema que os agricultores do Sudoeste estão tendo com relação à construção da Usina do Baixo Iguaçu. Uma empresa privada do Rio de Janeiro e sócia da Copel definiram a área, obtiveram a licença ambiental e autorização da Eletrobras, etc. Deram início à obra e esqueceram de ajustar os valores das terras com os verdadeiros donos: os sofridos agricultores. Ofereceram menos da metade do valor de mercado das terras para a região e os produtores protestaram. Estão lutando sozinhos. Onde estão os deputados estaduais? Será que o governo do Estado antes de autorizar a construção não deveria exigir da empresa, primeiro o pagamento das indenizações e dar um destino digno às famílias que por muito tempo lutaram para sobreviver e desbravar a região? Não basta as invasões de terras por sem-terra e índios? Isso serve de alerta aos agricultores do Oeste, pois existem estudos para novas usinas em rios de nossa região. O direito à propriedade é constitucional .
EDMILSON JOSÉ ZABOTT (agricultor) Palotina
Correção
Diferentemente do que foi publicado na matéria "Uso de agrotóxicos ilegais no País chega a 10%" (Economia, 10/8), 481 toneladas de agrotóxicos contrabandeadas apreendidas no País entre 2001 e 2013 seriam suficiente para pulverizar uma área de 6 milhões de hectares.
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