OPINIÃO DO LEITOR
Abrir caminhos
Temos um corredor enorme que começa na Rodovia Carlos João Strass, passa pela Sylvio Barros depois pela Henrique Mansano, continua na Arcindo Sardo e segue na Rui Virmond Carnascialli até acessar a Avenida Tiradentes. O problema é que a administração anterior fechou a Arcindo Sardo com a Winston Churchill. Isso gerou um monte de problemas, pois as ambulâncias precisam do acesso para dar atendimento mais rápido a pessoas que necessitam de minutos para sobreviver. Os veículos do Corpo de bombeiros que precisam de agilidade para atender incêndios e as viaturas policiais que atendem toda a região também são prejudicados. O asfalto nas laterais da Arcindo Sardo fica comprometido porque a rua não está preparada para o tráfego intenso, que põe em risco os moradores de ruas residenciais. E, por fim, atrapalha o comércio da região que gera empregos e paga impostos. Que tal reabrir a Arcindo Sardo? Uma rotatória serve e até fazer um viaduto no futuro. Vamos desenvolver o comércio de Londrina, por favor.
Ruas esburacadas
Após a ler a matéria " Serviço de recapeamento é retomado" (Cidades, 3/8), entendi ser necessário debitar essa péssima condição do asfalto, que faz parte do sucateamento da nossa cidade, às administrações municipais que tivemos ao longo dos últimos 20 anos. Não podemos aceitar que após alguns dias de chuva o asfalto se transforme num queijo suíço. Ao longo dos últimos anos, contratamos e pagamos fornecedores por um asfalto de qualidade e recebemos um asfalto péssimo (corrupção). Essas administrações pouco se preocuparam com os péssimos trabalhos da recomposição asfáltica (fiscalização) pelas empresas de saneamento, energia, comunicação, etc., e também com o peso dos caminhões que trafegam pela cidade. Essa negligência vai fazer com que tenhamos que investir milhões na recuperação do asfalto, quando esse valor poderia ser investido na saúde, educação e segurança. Diariamente munícipes desembolsam valores para consertos dos seus veículos, resultantes dos buracos nas ruas sem serem reembolsados pelo responsável: o município!
Apae e inclusão
Gostaria que os nobres políticos (em todas as esferas) reservassem um dia do seu precioso tempo para conhecer uma unidade da Apae. Tenho certeza de que o autor da ideia de pôr um fim aos serviços prestados pela Apae nunca deve ter ficado mais do que 15 minutos dentro de alguma unidade. Inserir os alunos com deficiência em escola publica é mais um dos grandes absurdos que se faz no Brasil. Se o ensino público normal já está em estado de falência, imagina com a inserção desses alunos? Quem irá dar suporte a eles? Teremos profissionais qualificados para atender a todos? E as instalações das atuais escolas? As Apaes sobrevivem graças a doações de empresas, familiares e da sociedade civil, pois se ficassem esperando pelos nobres políticos já estariam fechadas há muito tempo.
Calçadas e acessibilidade
O acidente envolvendo a atriz Beatriz Segall, 87 anos, que tropeçou em uma calçada esburacada no Rio de Janeiro, foi destaque na mídia. De quem é a responsabilidade pelas calçadas, o município ou o dono do imóvel? Por que as calçadas não são padronizadas conforme a NBR 9050/4? Quem fiscaliza? Existe alguma penalidade no descumprimento? Com o descaso de ambos os lados, é necessário e urgente um debate permanente com foco na acessibilidade e diversidade humana. Com o crescimento do número de pessoas com deficiência e a longevidade dos idosos, essas pessoas merecem o mínimo de dignidade e respeito ao sagrado direito de ir e vir com segurança.
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