"Brazil"
Pobre pátria mãe. Agora vem os deputados distritais de Brasília com a mais nova ideia "luminosa", que, se não for repelida de pronto, vai tornar muitos ladrões ardilosos ricos e ainda, de quebra, coroados como benfeitores. Em votação prévia, aqueles representantes do povo aprovaram, unanimemente, que delatores de desvio de dinheiro público sejam recompensados com 10% do valor recuperado pelo governo. Ora, façamos as previsões e as contas: nomeia-se um laranja formado, disposto a ficar poucos anos na cadeia, com vários privilégios, rouba-se R$ 100 milhões, denuncia-se o golpe e se ganha R$ 10 milhões, limpinhos, legalizados e livre de impostos. Num país em que não faltam cidadãos dispostos a roubar seus próprios carros, incendiar suas casas e até a amputar seus próprios membros para fraudar seguradoras, não vai ser difícil encontrar candidatos. E quanto aos delatores que se sucederem, informando o mesmo roubo, eles também não foram esquecidos, afinal é preciso repartir o pão, ou melhor, a bolada. Para estes reservou-se 30% do valor da recompensa. Aí, os estelionatários vão poder fazer fila ou ainda simplesmente esperar uma delação de terceiros e se habilitar também, na fila da vergonha. Saudades de quando ser leal e honesto era apenas um dever moral e não um negócio escuso.
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) - Londrina

Rotatórias: curvas de rio
A rotatória da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Rio Branco era um transtorno. A instalação de sinaleiros resolveu o fluxo e reduziu os acidentes. Tiraram a rotatória da Tiradentes, proximidades do Colégio Marista, e o fluxo de veículos melhorou. Todas as demais rotatórias da cidade são gargalos que impedem a agilidade no trânsito. A solução já observamos nesses dois casos. Essas rotatórias além de serem verdadeiras "curvas de rio" já receberam um nome bastante apropriado, globo da morte. Ação: sinaleiros urgentes em todas as rotatórias.
ORLANDO ANDREO (aposentado) – Londrina

Exame da Ordem
Estive na OAB Londrina para prestigiar a cerimônia pública do compromisso de um amigo que, após estudar cinco anos na universidade com todas as dificuldades possíveis, teve de estudar para dois exames da OAB e ser aprovado no segundo. Do discurso do presidente da subseção, recebemos a notícia de que no exame passado somente 10% foram aprovados e neste ano, 25%. Se na universidade pública o Estado investe cinco anos na formação do cidadão, aliado ao esforço dele, e nas privadas, além do esforço é preciso de bancar os custos da mensalidade, por que então cada cidadão tem ainda de estudar para um exame da OAB? Por que não exigir das universidades uma boa formação curricular com garantia de índices de aprovações maiores, sob sanções estatais pesadas contra elas pelo dano causado por esta má formação? O cidadão não pode, de forma alguma, ser lesado por não receber uma formação suficiente para o exercício de uma profissão. Em tese, cada cidadão graduado em Direito e não aprovado em exame da OAB, sentindo-se lesado, poderia ajuizar uma ação indenizatória contra o Estado com base no artigo 205 da Constituição.
GERSON MACHADO (servidor público) – Londrina

Desmemória
O comentário do leitor Luiz A. Piotto (Opinião, 6/8) é emblemático. Isso porque sinaliza como a população brasileira em sua maioria é, infelizmente, desmemoriada. É fácil fazer um "puxadinho" na memória dos últimos mandatos presidenciais, lembrar-se somente do Lula e, então, criticá-lo veementemente. A história não é uma ilha e, para encontrar tantas falhas nesse passado recente, é preciso antes examinar o que já começa a ficar meio empoeirado para tantos. Ou a era FHC é tão límpida assim que não merece também diversas opiniões vindas dos leitores deste periódico?
LUCAS MARCONDES ARAÚJO (estudante de Jornalismo) – Londrina

Globalização na Medicina
Não sei por que os médicos e estudantes de Medicina estão criticando os médicos que virão do exterior. Eles têm que se conformar que não são chineses, senão seria pior. Nós, empresários, há muito tempo convivemos com essa concorrência asiática e nossa carga tributária continua sendo a maior do mundo. Os médicos também não são chegados em atender pelo SUS e nem gostam de morar em cidades do interior, principalmente onde mais faltam médicos nas regiões Norte e Nordeste. Isso é a globalização que tanto exigimos dos governantes há 20 anos e não tem volta.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) - Campo Mourão

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