OPINIÃO DO LEITOR
Tragédia em Londrina
Discordo do jornalista Devaldo G. Junior (Opinião, 6/8 ) quando afirma que "as mortes de Yá Mukumby e mais três pessoas mostram que a maioria das vítimas de homicídio não têm relação com a falta de segurança pública". Estamos formando uma sociedade com famílias desestruturadas, jovens sem perspectivas e crianças abandonadas, porém isso representa cerca de um terço do problema. O resto da "culpa" temos sim que colocar na falta de segurança pública, na má aplicação das verbas publicas e no despreparo policial. Se a polícia inibisse o tráfico nos bairros, certamente diminuiria uma grande parte dos homicídios, restando assim apenas os casos de pessoas com problemas mentais.
AUGUSTO CEZAR ZANIN CAMACHO (estudante de Jornalismo) Londrina
Manicômios são necessários
Sei que os colegas de profissão e o Conselho Regional de Psicologia (CRP) vão ficar contra mim. Não importa. Estou aposentada, não tenho mais registro em conselho, mas serei psicóloga até o último dia da minha vida. E continuarei dizendo que a postura antimanicomial é errada! Ainda existem, em meio à humanidade, aqueles que não podem ser chamados de seres humanos. O que aconteceu no sábado, em Londrina, é prova disso. Provavelmente, estavam tentando "reinserir na sociedade e no convívio familiar" o assassino de quatro mulheres indefesas. Os sintomas já deveriam existir há tempos. As coisas não funcionam como uma tomada, liga e desliga. É gradual. E agora? Vão tentar "reinseri-lo"? Senhores da área psicológica, os manicômios ainda são necessários, sim! E muito mais do que se imagina.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Ônus para os municípios
Com relação às despesas da iluminação pública que as prefeituras terão que arcar a partir de 2014, será uma pedra no orçamento de muitos municípios que sobrevivem da esmola do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a principal fonte de recursos. Em muitos municípios pequenos na região da Amunop a arrecadação de IPTU não supre nem o material gasto com a confecção dos carnês e guias de recolhimento. Então, arcar com mais essa despesa aumentaria o peso no fardo das finanças públicas. Há muito tempo as estatais procuram motivo e meios para reduzir seus custos, a iluminação pública é mais um desses cortes, mesmo repassando isso para a população que é a mais prejudicada. O valor da taxa não poderá ser maior do que já vem sendo cobrado e, certamente, isso vai acontecer devido o custo operacional que acarreta. Cabe às prefeituras assumir essa tarefa e continuar com a manutenção da rede de iluminação pública, ofertando ao menos um serviço de qualidade e que não se extingue como muitos projetos que nem saíram do papel depois que passaram para as mãos do órgão municipal.
JEFERSON GARCIA GIMENEZ (servidor público) - Cornélio Procópio
Reforma visa enxugamento
Com respeito à reportagem "Prefeito quer mais uma secretaria" (Política, 5/8), o prefeito Alexandre Lopes Kireeff explica que o município está elaborando uma proposta de reforma administrativa, cujo resultado pretendido é o enxugamento da máquina pública. Na reportagem, o secretário de Gestão, Rogério Dias, fala da necessidade de criar uma Secretaria de Recursos Humanos e também cargos nas diversas secretarias para que elas ganhem mais eficiência. Kireeff, entretanto, trabalha com a perspectiva de diminuição do número total de secretarias e também de cargos comissionados, incluindo a administração direta e a indireta. "Este processo já começou na CMTU, onde foram extintos 29 cargos comissionados", esclarece Kireeff.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA
Esclarecimento
Na matéria "Estado de choque marca velórios" (Geral, 5/8), Maria de Fátima Beraldo reitera que ficará responsável apenas pelos projetos socioeducativos do Ilê Axé Ogun Mege, enquanto as atividades religiosas ficam suspensas por tempo indeterminado, seguindo os preceitos da religião.
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