Exemplo de d. Vilma
D. Vilma, mais conhecida como Yá Mukumby, foi brutalmente assassinada junto com sua mãe e sua neta, por um homem enlouquecido que, momentos antes, tinha esfaqueado a própria mãe. O homem que a matou estava provavelmente tomado por um surto psicótico causado pelo uso abusivo de drogas. Uma morte estúpida e violenta que atingiu pessoas inocentes e ceifou a vida de uma das mulheres mais conhecidas e reconhecidas como uma forte liderança negra na cidade, no Estado e no País. D. Vilma lutou sua vida inteira para valorizar e defender a cultura negra e o população afro-descendente, tornando-se respeitada por políticos e pela universidade. Nós todos bem sabemos que os negros são a maioria entre a população pobre e periférica desta cidade e, de longe, os mais atingidos, enquanto usuários e vítimas, pela praga da droga. É preciso que as crianças e jovens da periferia possam ter acesso à cultura, à educação, saúde e trabalho, a fim de que não se tornem presas dessa praga, a fim de que tenham orgulho de si mesmos e confiança para construir um futuro sem violência e tanta dor. A voz de D. Vilma foi forte em vida - que seja mais forte ainda na sua morte. Que alcance as consciências dos políticos e professores que tantas vezes se apoiaram no seu carisma. Não podemos fazer mais nada pela sua pequena neta, nem pelo seu assassino, mas podemos tentar fazer com que outros sigam pelo mesmo funesto caminho.
ELENA ANDREI (antropóloga) – Londrina

Tragédia em Londrina
A morte de Yá Mukumby e mais três pessoas mostra que a maioria das vítimas de homicídio não tem relação com a falta de segurança pública ou de policiais. Quase todos os homicídios são causados pela sociedade doente que vivemos. Não damos valor à vida, mas a coisas, em um consumismo desenfreado, onde o mais importante é ter do que ser. Nossa sociedade está doente e não é de agora, mas preferimos jogar a culpa nos outros: governo, drogas, polícia, (in)segurança pública. Muitas vezes viramos a cara e fingimos que não vemos as mazelas que estão ao nosso lado. Que tipo de sociedade estamos formando, com famílias desestruturadas, jovens sem perspectivas, crianças e idosos abandonados e adultos sofrendo uma cobrança diária para conquistar sucesso, felicidade, dinheiro, bens materiais? Somos culpados por mais essa tragédia e por outras que estão para explodir. Enquanto não percebermos isso, nada irá mudar.
DEVALDO GILINI JUNIOR (jornalista) - Rolândia

Volta Lula!
Sempre que o governo enfrenta alguma dificuldade, ouvimos os gritos de "Volta Lula!". Eu também quero engrossar esse clamor: Volta Lula! Mas lá para Garanhuns, de onde nunca deveria ter saído.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Asfalto destruído
Já faz alguns dias que o asfalto do começo da Rua Jerusalém, no Residencial do Lago perto do aterro, encontra-se destruído. É pouco o imposto pago para que tenhamos no mínimo ruas com bom asfalto?
CAMILA DOUBEK LOPES (professora) - Londrina

Correções
Diferentemente do publicado em um dos gráficos da matéria "Ranking mostra desenvolvimento concentrado do Estado" (Reportagem, 4/8), a proporção de municípios entre os 500 melhores do País no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Rio Grande do Sul é de 18,6% (93 municípios) e de Santa Catarina é de 18,4% (92 municípios). No gráfico "As mortes de jovens e o IDH", Piracicaba é o 92º do ranking.

Ao contrário do informado na matéria "Uma experiência que nunca se esquece" (Reportagem, 4/8), o embarque para Aparecida ocorreu no dia 23 de julho.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­pleto, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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