Parábola sobre a saúde brasileira
Uma pequena cidade do interior não está conseguindo oferecer transporte escolar para os alunos porque o ônibus da prefeitura é velho, tem problemas mecânicos, bancos quebrados e apenas três rodas. Ainda por cima falta combustível semana sim, semana não. Os alunos da cidade vão às ruas protestar e a prefeitura anuncia um plano milagroso: vai trazer um monte de motoristas de Cuba, dispensando a necessidade de revalidar a carteira de motorista. Ainda por cima vai obrigar todo mundo que tira carteira de motorista na cidade a prestar serviços como motorista no ônibus escolar por dois anos. Os motoristas receberão uma boa remuneração para fazer isso, mas não terão direito a décimo terceiro nem férias, e se resolverem sair antes de seis meses, terão que devolver a remuneração (que, aliás, é bolsa, e não configura vínculo empregatício). Além disso, os motoristas estrangeiros só poderão dirigir aquele ônibus, naquela cidade, e não terão autorização para dirigir nenhum outro veículo em nenhum outro lugar. Os motoristas do ônibus que já trabalhavam na cidade ficam revoltados, afinal o problema não é falta de motoristas, mas falta de manutenção do ônibus - e trazer mais motoristas não vai resolver isso! No entanto, a população da cidade acha que os motoristas locais é que são corporativistas e têm medo da concorrência, e acha os motoristas de fora dinheiristas e mercenários, porque mesmo com uma boa remuneração, eles relutam em ir dirigir esse ônibus velho quebrado na cidade. Trazer mais motoristas vai resolver o problema do transporte, se o ônibus só tem três rodas? Trazer mais médicos vai melhorar o SUS, se o problema não é falta de médicos, mas falta de estrutura, de investimento e de incentivo?
LEANDRO ARTHUR DIEHL (médico endocrinologista) – Londrina

Pergunta básica
Se alguns médicos reclamam das condições estruturais do SUS, por que eles ainda insistem em trabalhar neste serviço público? Por que não se demitem e vão cuidar de suas clínicas particulares?
AMADEU VIEIRA SOBRINHO (corretor de imóveis) – Londrina

Médicos x protestos
Concordo em parte com os protestos dos médicos por todo País. Eles têm toda razão quando alegam que, antes de contratações, o governo deve melhorar e muito a infraestrutura dos hospitais. De que adianta se os hospitais não estão supridos de macas, leitos, UTI, medicamentos, boas condições de higiene, equipamentos adequados, etc? O que um médico vai fazer em cidadezinhas de interior se nem posto de saúde tem? Escuto sempre as mesmas promessinhas há muito tempo. Por outro lado, os profissionais que se formam em Medicina e fazem aquela "promessa" com a mão sobre a Bíblia sagrada de que vão "salvar vidas", deveriam pôr o sentimento e amor à profissão na frente do dinheiro.
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

Avenida ou rua?
Podemos afirmar agora que é Rua Maringá e não Avenida Maringá, pois só há uma pista de rolamento à noite e nos finais de semana depois da liberação de estacionamento, que só beneficia alguns comerciantes. Já pensou quando você ficar atrás de um veículo lento? E se acontecer um acidente na pista "simples"? Nas emergências, como alguém vai dar passagem às ambulâncias e à polícia se houver carros estacionados? Gostaria de saber também quem é o gênio que quer colocar semáforo na Rua Dallas. Parece piada. É só medir o fluxo de carros que cruza ali. É quase zero. vai ter muito acidente grave no local, e para quê? Quem quiser que passe pela rotatória. Estão transformando a Avenida Maringá na rua mais lenta da cidade. Assim Londrina caminha... para trás.
PAULO HENRIQUE HERRMANN (atendimento publicitário) – Londrina

Correção
A matéria "Teto do transporte vai subir quase R$ 4 mi" (Política, 31/7)) é de autoria do repórter Edson Ferreira.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­pleto, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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