OPINIÃO DO LEITOR
Vizinho do barulho
Se não bastasse termos de viver com cadeados nos portões por conta da violência que nos assola, acho inadmissível a população de uma rua precisar passar a viver aos domingos com as janelas fechadas, porque certo morador da rua acha-se no direito de colocar o carro na calçada e deixar o som - por sinal péssimo com uma música de extremo mau gosto no volume máximo. Quem trabalha a semana inteira tem sim o direito de assistir ou ouvir o que bem entender dentro de sua casa. Acho aviltante a atitude desrespeitosa do dito cidadão que sente-se no direito de invadir o lar e os ouvidos alheios com suas porcarias sonoras. Somos impedidos de ouvir nossas músicas prediletas, assistir ao jogo do nosso time, poder tirarmos um cochilo no de descanso, porque apenas um morador dá-se ao luxo de ligar o som do carro no máximo e tirar a paz dos demais moradores.
PAULO CLEMENTE MARCOS (servidor público) - Londrina
Poluição sonora
Com relação à matéria "UEL é condenada por barulho em colégio" (Cidades, 26/7), como vice-presidente do Lar dos Vovôs e Vovozinhas já estive nesta situação e liguei por diversas vezes para o Colégio Nilo Peçanha, nosso vizinho por mais de 50 anos, pedindo para abaixar o volume. Foram tantos os pedidos que só conseguimos uma pequena melhora depois de uma reunião no Núcleo Regional de Educação em 2010. Sempre convivemos bem com a algazarra das crianças durante o intervalo das aulas, porém depois que foi construída a quadra esportiva e instaladas as caixas de som, ficou impossível conversar, atender telefone, ver TV, além do desconforto causado pelo alto som. As crianças precisam da liberdade para suas brincadeiras e os idosos e demais vizinhos do respeito e cumprimento da lei que limita os decibéis, tudo na medida certa. Uma fiscalização será bem-vinda.
MARIA JULIA DUTRA DE BARROS (aposentada) - Londrina
Um peso com 171 medidas
A cassação do vereador Gerson Araújo mostra muito bem como são nossas leis. A moral tem muito ou nenhum valor. Sei que lei é para ser cumprida e onde há erro tem que haver a correção, mas o que estamos vendo no Brasil não é bem isso. Se a lei fosse para todos, os mensaleiros políticos não deveriam estar exercendo seus mandatos e nem poderiam estar fora da prisão, pois foram condenados pela Suprema Corte. Sempre soube que ninguém tem direito de se opor ao Supremo, então como funciona a lei? Isso é injusto e imoral. Nosso vereador tem um passado mais que suficiente para provar sua conduta, pois foi por ele que Londrina encontrou a porta da moralidade, foi por sua conduta ilibada e do conhecimento do londrinense que a política saiu do lamaçal e hoje pisa em solo firme. Então, onde está o valor moral da lei? Nem tudo que é legal é moral, e nem tudo que é ilegal é imoral. Até quando vamos assistir a lei fingir que não sabe disso?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
Londrina e as indústrias
A FOLHA noticiou que Maringá receberá uma fábrica de aviões e helicópteros. O protocolo foi assinado pelo governador e pelo secretário da Indústria e Comércio e ninguém de Londrina sabia? Chega de desculpa! O que fazem nossos representantes em Curitiba? Nada! Vejam o caso do aeroporto que se arrasta há anos, do atraso para instalação do porto seco, da duplicação da rodovia Londrina-Ponta Grossa. A central de distribuição do Norte do Paraná, não veio para Londrina foi para Cambé, se for para enumerar as indústrias perdidas por Londrina, uma página é pouco para relatar. Estão indo na direção de Maringá ou de Ourinhos. Penso que temos que repensar nossos representantes, pois oferecem tudo e não fazem nada pela nossa cidade. No entanto, querem o nosso voto. Está na hora de dar um basta.
MILTON SIMÕES (comerciante) Londrina
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